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O que é a COP26 e por que devemos prestar atenção nela

Cúpula do clima começa hoje (31) e procura garantir compromisso das nações com metas de redução de emissões de CO2.

As negociações climáticas internacionais da COP 26 em Glasgow, na Escócia, acontecem em um momento crucial. Na terça-feira (26/10), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que compromissos atuais com o corte de emissões de gases de efeito estufa colocam o planeta a caminho de um aumento de temperatura médio de 2,7º C ainda neste século.
Enquanto eventos climáticos extremos, que vão de incêndios florestais a inundações, atingem países de todo o globo, um relatório da ONU de agosto alertou que o aquecimento global provocado pelas emissões de gases de efeito estufa pode romper a marca de 1,5º C nas próximas duas décadas.

Mas o que é a COP 26? E qual sua importância para o tema?
Em sua 26ª edição, a COP é a Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O evento acontece anualmente, mas foi adiado no ano passado por causa da pandemia. Muitos líderes mundiais comparecem, e grande parte das discussões acontecem entre ministros e outras autoridades que trabalham com questões climáticas.
Um dos resultados mais proeminentes — o Acordo de Paris — foi firmado durante a COP 21, em 2015, por exemplo. Nele, mais de 190 países assinaram um tratado para limitar o aumento das temperaturas globais abaixo de 2 graus Celsius dos níveis pré-industriais, mas de preferência para 1,5 grau.
Embora o Acordo de Paris tenha sido um marco na busca por enfrentar a crise climática, ele não incluiu detalhes sobre como o mundo alcançaria seu objetivo. As COPs subsequentes têm grande importância pois buscam justamente tornar os planos a ela associados mais ambiciosos e detalhar planos de ação.

Neste ano os objetivos principais para a COP 26 são:

 

  • Manter a meta de “1,5 grau viva”: uma meta a que alguns países produtores de combustíveis fósseis têm resistido, pelo menos em termos de fortalecimento da linguagem em torno dela em qualquer acordo;
  • Colocar uma data-limite para acabar com o uso de carvão “inabalável”: o que deixa em aberto a possibilidade de continuar usando algum tipo carvão, desde que a maior parte das emissões de gases de efeito estufa do combustível fóssil seja capturada, impedindo-os de entrar na atmosfera. Alguns cientistas e grupos de ativistas disseram que todo carvão deveria ser relegado à história.
  • Fornecer US$ 100 bilhões de financiamento climático anual: o que as nações ricas concordaram, para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões de combustíveis fósseis e se adaptar aos impactos da crise.
  • Fazer com que todas as vendas de carros novos sejam de zero emissões em 14 a 19 anos.
  • Acabar com o desmatamento até o final da década, já que as florestas desempenham um papel crucial na remoção de carbono da atmosfera.
  • Reduzir as emissões de metano, um gás potente com mais de 80 vezes o poder de aquecimento do dióxido de carbono.

Para saber mais, acesse o site da COP 26 em inglês.

Com informações de CNN Brasil/ONU

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