© Foto: Arquivo Instituto Terra
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Extensão Ambiental

Programa Olhos D’Água de recuperação de nascentes

O Instituto Terra atua em diferentes frentes para recuperar a Mata Atlântica, restabelecer as fontes de água e fomentar o desenvolvimento sustentável no Vale do Rio Doce. Com o programa Olhos D’Água, a ONG ambiental tem como meta proteger milhares das mais de 300 mil nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Trabalho para várias décadas, mas que já começou.

Desenvolvido pelo Instituto Terra desde 2010, o programa tem recebido apoio de empresas, Governos e fundações do Brasil e de outros países, bem como doações de pessoas físicas. Somando todas as parcerias, o programa já contabiliza perto de 2 mil nascentes em processo de recuperação e mais de 1 mil produtores rurais atendidos pelo programa em 29 municípios no Vale do Rio Doce, sendo 21 em Minas Gerais e o restante no Espírito Santo.

© Foto: Arquivo Instituto Terra
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Reconhecimento – Pelos resultados e modelo de execução, o programa foi escolhido pela ONU-Água em 2011 como uma das 70melhores práticas para a recuperação e conservação dos recursos hídricos em nosso planeta e também recebeu o Prêmio ANA 2014 na categoria ONG – um reconhecimento da Agência Nacional de Águas do Brasil pela iniciativa considerada de excelência para garantir a oferta futura de água em quantidade e qualidade.

 

Como funciona – A essência do programa Olhos D’Água passa pelo viés da educação ambiental, mobilizando as comunidades rurais e envolvendo o poder público e o Comitê de Bacia nos municípios atendidos. O programa tem o pequeno produtor rural como grande parceiro, que precisa cadastrar as nascentes de suas propriedades e assinar um termo de compromisso tornando-se parceiro do projeto.

© Foto: Arquivo Instituto Terra
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A partir desse ponto, são feitos mutirões, também envolvendo os produtores, para cercar os olhos d’água, com os insumos sendo fornecidos pelo programa, que também doa as mudas de espécies de Mata Atlântica, para permitir o reflorestamento das áreas de entorno das nascentes.

Ao se comprometer com a proteção das nascentes, os produtores rurais são estimulados, por meio de capacitação, a adotar técnicas sustentáveis no uso do solo, diminuindo o impacto das atividades agrárias e de pecuária nas nascentes dos rios.

O projeto contempla ainda a realização de diagnósticos da situação ambiental das propriedades rurais beneficiadas pelo projeto, visando conhecer a situação atual do uso e ocupação do solo e ao mesmo tempo indicando as necessidades de adequação ambiental para conservar a nascente.

Tratamento de esgoto – Buscando aperfeiçoamento constante em suas ações de proteção, o programa passou a adotar a partir de 2017 tecnologia das estações de tratamento de esgoto (MiniETE) no lugar das fossas biodigestoras, com os produtores recebendo a estação já instalada em suas propriedades. O novo sistema de tratamento biológico opera por bactérias e oferece grande benefício no trabalho de evitar a contaminação lençol freático, dos córregos e dos rios pelo esgoto doméstico in natura, permitindo ainda ao produtor reaproveitar o efluente para o uso na irrigação como biofertilizante.

Buscando melhorar a capacidade de infiltração de água no solo e agilizar o processo de restauração das nascentes, com um menor custo por unidade, o programa também passou a adotar a técnica das Barraginhas, pequenas bacias escavadas no solo em forma de círculo ou meia-lua, com diâmetro de 16 a 20 metros e profundidade média de 1,8 metro. Geralmente são construídas de forma aleatória nas pastagens e com a função de captar água de enxurradas, controlando a erosão e guardando a água no subsolo.

Com o uso dessa tecnologia em propriedades rurais é possível armazenar mais água no solo e consequentemente abastecer o lençol freático. As pequenas barragens são construídas estrategicamente com o objetivo de que cada pequena barragem receba um volume máximo de água sem comprometer sua estrutura e que o excesso desse volume seja transferido para a próxima pequena barragem no curso da água. Por isso a construção começa do topo da colina até o meio da área.

 

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