Pesquisa Científica Aplicada

Instituto Terra cria banco genético de espécies nativas da Mata Atlântica

A bacia do Rio Doce é hoje uma área de Mata Atlântica altamente degradada e com a ameaça de extinção de diversas espécies nativas. Diante desse quadro, uma das ações determinadas pelo Instituto Terra como de grande importância é garantir a continuidade das espécies presentes na região. Foi a partir dessa preocupação que o Instituto Terra desenvolveu ao longo do ano de 2018 um projeto que visa criar um celeiro com as espécies de enorme importância socioambiental e cultural da região, constituindo-se num importante banco genético para o futuro da Floresta Atlântica.

Para isso serão criados “pomares” com áreas aproximadas de 1,3 hectares para cada espécie, contendo cada um 800 mudas produzidas a partir de 40 matrizes diferentes, garantindo assim a variabilidade genética. A ideia é que esses pomares sejam distribuídos dentro da própria RPPN Fazenda Bulcão, ou em propriedades próximas de parceiros do Instituto Terra, para aumentar a segurança no estabelecimento deste pomar e diminuição de riscos de perdas.

A primeira fase do projeto do Banco Genético da Mata Atlântica deve envolver cinco anos de trabalho, sendo a expectativa de que até 2023 tenham sido desenvolvidas cinco espécies selecionadas como prioritárias, diante do risco de extinção.

A primeira espécie a ser multiplicada na RPPN Fazenda Bulcão é a Peroba-amarela. As sementes de Peroba-amarela foram coletadas e semeadas para a produção de 8.000 mudas em tubetes já no ano de 2018, as quais vão compor o banco genético de conservação ex situ do Instituto Terra (pomar de sementes), importante ação para conservar a variabilidade genética da espécie.

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Colabore e participe do projeto que é um grande exemplo para o mundo.

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