Produção de mudas nativas da Mata Atlântica

Bioma de importância mundial, a Mata Atlântica reúne cerca de 20 mil espécies vegetais e para refazer as complexas interações existentes neste ambiente florestal é preciso reunir grande conhecimento técnico para tentar refazer também parte dessa biodiversidade.Um dos passos mais importantes na reconstrução de uma floresta é a produção de mudas nativas em variedade e com melhores condições de pega nos plantios, principalmente em áreas degradadas.

O Instituto Terra produz mudas nativas desde 2001. Tanto no plantio interno na RPPN Fazenda Bulcão quanto nos projetos externos, as mudas utilizadas hoje são integralmente fornecidas pelo viveiro instalado na RPPN Fazenda Bulcão, com capacidade para produzir 1 milhão de mudas por ano. O trabalho da equipe do viveiro do Instituto Terra tem como ponto inicial a coleta de sementes feita num raio de 200 quilômetros ao redor da RPPN Fazenda Bulcão.Nestas mais de duas décadas já foram produzidas mais de 6 milhões de mudas nativas, permitindo trabalhar até aqui com mais de 290 espécies da Mata Atlântica.

Com toda a experiência desenvolvida na produção de mudas, o Instituto Terra tem capacidade de produção para atender projetos de reflorestamento próprios e de terceiros (sob demanda), bem como destinar anualmente uma parte das mudas excedentes para comercialização.

  • • O Vale do Rio Doce é hoje uma área de Mata Atlântica altamente degradada e com a ameaça de extinção de diversasespécies nativas. Diante desse quadro, uma das ações determinadas pelo Instituto Terra é garantir a continuidade das espécies presentes na região. Para isso, está trabalhando desde 2018 na criação de celeiros com as espécies de enorme importância socioambiental e cultural da Bacia do Rio Doce, a fim de constituir um importante banco genético para o futuro da Floresta Atlântica. A primeira fase do projeto do Banco Genético da Mata Atlântica deve estar concluída em 2023, e durante este período serão desenvolvidas ações com cinco espécies selecionadas como prioritárias, diante do risco de extinção. A primeira espécie a ser multiplicada na RPPN é a Peroba-amarela.

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