Recuperar uma nascente envolve muito mais do que seguir uma “receita de bolo”, é uma jornada repleta de desafios, com um impacto imensurável.

E essa história ganha vida em Taparuba, Minas Gerais, através do programa Olhos D’Água, uma iniciativa do Instituto Terra que visa recuperar e proteger nascentes na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, uma das mais importantes do Sudeste do Brasil.

Nesta edição do programa, o foco está em recuperar e preservar 36 nascentes, algo que envolve não só o reflorestamento e isolamento da área, mas também o apoio aos pequenos produtores rurais, incentivando-os a promover a proteção dos recursos naturais por conta própria.

Em um programa como esse, a educação ambiental tem um papel extremamente importante para mudar a perspectiva das pessoas, algo que é trabalhoso, requer paciência e jogo de cintura. Porém, viver uma experiência de falta de recursos hídricos na pele é desesperador e modifica a mentalidade de qualquer um. 

E os moradores e agricultores de Três Barras, no distrito de Taparuba, conheceram bem essa realidade. Muitos enfrentaram momentos de agonia ao ficarem sem água para si e para seus animais.

Por causa disso, a chegada do programa Olhos D’Água na região foi vista com bons olhos e, com orientação e apoio, os produtores se uniram para proteger uma nascente vital para o distrito. 

Essa história nos lembra que a restauração de uma área não é apenas uma questão de seguir um roteiro. Envolve logística complexa e, acima de tudo, transforma vidas – humanas, vegetais e animais.

Ela também nos mostra que o programa Olhos D’Água em Taparuba, em parceria com a Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, está no caminho certo, deixando uma marca significativa por onde passa, seja nas pessoas ou na paisagem.

O Instituto Terra, junto à Fundação L’Occitane, abre inscrições para duas bolsas de Iniciação Científica no programa “Garantia de Biodiversidade em Mata Seca Restaurada”, a ser realizada junto com o Laboratório de Biologia Molecular de Plantas, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LBMP/ IBqM/UFRJ). Podem participar estudantes de graduação, a partir do 4º período, em áreas como Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Florestal, entre outras correlatas, que se interessem por pesquisas na restauração florestal.

Os candidatos devem realizar a inscrição até o dia 14 de janeiro de 2024, preenchendo o formulário disponível no final desta página. O processo seletivo é dividido em duas etapas: uma avaliação documental e a apresentação do estudo proposto. As bolsas, no valor de R$800,00 mensais, terão duração de 12 meses, podendo ser estendidas, dependendo do desempenho do bolsista. Além do valor financeiro, o Instituto Terra oferece suporte logístico e orientação para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa na sede do Instituto Terra, a RPPN Fazenda Bulcão, em Aimorés, Minas Gerais.

Essa é uma oportunidade única para os estudantes interessados em mergulhar na pesquisa científica aplicada à restauração ambiental e mais um compromisso do Instituto Terra com o fomento à pesquisa científica e educação ambiental.

Dúvidas e informações adicionais podem ser direcionadas para [email protected].

Confira o cronograma do processo seletivo e acesse o edital clicando aqui

Interessados podem se cadastrar e acessar informações sobre como participar da iniciativa que apoia pequenos e médios agricultores da Bacia do Rio Doce na recuperação da água e implementação de sistemas agroflorestais em suas propriedades.

Com objetivo de incentivar produtores rurais a recuperar as nascentes de suas propriedades e, com isso, conseguir aprimorar sua produção, o Instituto Terra desenvolveu uma página especial para cadastro dos interessados em conhecer melhor o Programa Terra Doce. Lançada recentemente, a iniciativa visa trazer benefícios ambientais e econômicos, com ampliação e diversificação de renda, aos participantes e contempla cerca de 28 cidades de Minas Gerais e Espírito Santo. Entre os municípios que serão atendidos de forma prioritária pelo programa estão: Aimorés, Alvarenga, Baixo Guandu, Chalé, Colatina, Conceição de Ipanema, Cuparaque, Durandé, Galileia, Goiabeira, Itaguaçu, Itarana, Lajinha, Laranja da Terra, Manhuaçu, Martins Soares, Mutum, Pocrane, Resplendor, São Roque do Canaã, São Vitor e Taparuba.

Com uma equipe técnica capacitada, formada por seis profissionais, entre técnicos e supervisores, o Instituto Terra oferece aos produtores rurais suporte completo para a implantação de projetos de agroflorestas sob medida, ou seja, que são especialmente desenvolvidos para cada propriedade envolvida no programa. Pela proposta, a produção existente é mantida e testadas novas culturas selecionadas pelo produtor.

O carro-chefe do Programa Terra Doce é a recuperação e proteção de nascentes, trabalho que já vem sendo realizado pelo Instituto Terra desde 2010 e que já trouxe de volta à região mais de 2.100 nascentes. O programa consiste na identificação e no cercamento e plantio de mudas nativas da Mata Atlântica na área da nascente. Entre os benefícios desta importante etapa estão: retorno da água à propriedade entre dois e quatro anos para uso humano, de animais e de irrigação, além do aumento do valor da propriedade.

Nas duas etapas seguintes do programa, também está prevista a implantação de uma mini estação de esgoto na propriedade para tratamento de resíduos líquidos residenciais (mini ETEs), que acelera a decomposição de matéria orgânica, sem risco de contaminação dos corpos d’água. Além da instalação desse equipamento, há a implementação de barraginhas, que são pequenos reservatórios de captação de água das chuvas para o gado e controle da erosão do solo.

O Programa Terra Doce de agricultura regenerativa projeta a recuperação de mais 4.200 nascentes até 2027, em 200 hectares de agrofloresta, o que envolve o plantio de 2 milhões de novas árvores, além de ações de educação ambiental para impactar 2.000 pessoas. Até 2027, o Instituto Terra prevê a conclusão de 6 mil nascentes, totalizando 10 milhões de árvores plantadas e propriedades modelos constituídas, além de iniciativas de educação ambiental para 100 mil pessoas.

Os produtores interessados em se cadastrar para conhecer e ingressar no Programa Terra Doce devem acessar o link abaixo com os principais detalhes da iniciativa do Instituto Terra.

www.programaterradoce.com.br

 

Boa tarde a todas e a todos.

Em nome do Conselho Diretor do Instituto Terra, da nossa equipe executiva e de todos os nossos funcionários, eu gostaria de reafirmar que é uma honra receber aqui em nossa sede tantos parceiros importantes: Governador Renato Casagrande, Douglas Krenak, Coordenador Regional da FUNAI , Sra. Franziska Troger da Embaixada Alemã, Sra. Saskia Berling do KfW e todas as autoridades e parceiros presentes aqui hoje.

Tivemos a oportunidade mais cedo de compartilhar um pouco dos nossos impactos ao longo dos últimos 25 anos, desde que Lélia e Sebastião tiveram a feliz iniciativa de fundar esta organização.

Com muito orgulho, anuncio que estamos lançando hoje o novo Programa Terra Doce, em parceria com o KFW e o WWF brasil, com o qual iremos recuperar 4.200 nascentes até 2027.

Por meio do programa Terra Doce, estamos reunindo a recuperação ambiental e a transformação social de uma região de 87.000 km².

Nossa metodologia inovadora começa na recuperação dos recursos hídricos.
A água, que revive a terra, as produções, a cultura e as pessoas, é o elemento principal dessa transformação.

A água abre caminho para a transformação das mentes e dos modos de produção agrícola ligados ao consórcio de árvores, florestas e agricultura.

Esta metodologia, adaptada às condições de uma região em processo de aridificação vai fazer com que o Rio Doce corra pelo Vale da Regeneração, das florestas e do desenvolvimento social verde, que vai enriquecer os mais pobres, reforçar a cidadania, respeitando os valores fundamentais do movimento ecológico: Democracia, Ciência e Transformação Social.

Nós sabemos, no entanto, que não chegamos até aqui sozinhos.

Se fomos capazes de desenvolver técnicas que nos permitiram replantar florestas nativas em uma região completamente degradada e em processo de aridificação, um caso único no Brasil, de recuperar córregos assoreados e de promover melhorias reais na qualidade de vida e renda de milhares de pequenos produtores rurais, isso só foi possível com o apoio de inúmeros parceiros.

Pesquisadores da academia, produtores rurais, povos indígenas, outras ONGs, quilombolas, ribeirinhos, empresas e diversas entidades da sociedade civil contribuíram ao longo desses 25 anos, cada uma ao seu modo, para que pudéssemos evoluir até aqui.

Por isso, é absolutamente claro de que apenas com a união de tantos saberes e um verdadeiro compromisso socioambiental é que seremos capazes de transformar nossa economia agrícola, em um modelo inclusivo e que respeite o meio ambiente, fazendo valer o direito que todos temos de respirar oxigênio, ter acesso à água e nos alimentarmos com segurança.

Hoje, o Instituto Terra assume o compromisso de se engajar para reunir todos aqueles que assim como nós, estão dedicando tempo, recursos e incansáveis esforços na busca por soluções para preservar e, restaurar o meio ambiente em toda a bacia do Rio Doce.

Nossa Mata Atlântica precisa ser respeitada e valorizada porque mesmo reduzida a meros 12% de sua cobertura original do seu equilíbrio dependem as chuvas, o clima, a agricultura e a própria economia da nossa região.

Precisamos urgentemente de um novo modelo de desenvolvimento para as cidades, mas sobretudo para o campo.

Temos hoje inúmeros hectares de pastagens degradadas na bacia do Rio Doce, o que gera graves consequências ambientais de um lado e parcos ganhos econômicos de outro.
Por isso, é chegada a hora de superarmos de uma vez por todas o antagonismo entre Progresso e Meio Ambiente

Precisamos deixar no século XX aquilo que não cabe mais.

Não cabe mais um modelo de agricultura e agropecuária que apenas extrai da terra, os recursos do planeta; que empobrece o solo, assoreia os rios, polui a atmosfera e, gera cada vez mais inflação sobre os alimentos e cada vez menos renda aos pequenos produtores, deixando a cada estação que passa a vida mais difícil para todos.

Precisamos de um modelo que inclua e respeite os direitos dos povos originarios, que são os maiores guardiões das florestas; que compreenda o papel estratégico da agricultura familiar na garantia da nossa soberania alimentar e que assegure o futuro das próximas gerações.

Neste dia 30 de setembro de 2023 fazemos um chamado para todas as organizações e lideranças da região para que possamos somar esforços na recuperação da bacia do Rio Doce.

Nossa proposta é articular a partir daqui uma ampla frente de desenvolvimento sustentavel e ecologico, que reúna especialistas, ativistas, ONGs, instituições do Estado lideranças e todos que estejam engajados com a recuperação ambiental da região. Queremos colocar nosso conhecimento à disposição de todos e contribuir em larga escala no combate às mudanças climáticas.

É tempo de devolver o Doce à Terra!

Antes de concluir, eu gostaria de recordar alguns versos da canção Refloresta, composta pelo nosso Ex-Ministro da Cultura e imortal Gilberto Gil, e tão gentilmente oferecida ao Instituto Terra em 2021:

Manter em pé o que resta não basta,
que alguém virá derrubar o que resta.
O jeito é convencer quem devasta,
a respeitar floresta.

Com esse espírito e com esse compromisso é que damos início hoje aos próximos 25 anos do Instituto Terra e da bacia do Rio Doce.

Muito obrigado a todas e a todos.

Juliano Salgado

Presidente do Conselho Diretor do Instituto Terra

Nota de Pesar

O Instituto Terra se solidariza aos familiares e amigos do nosso colaborador Valmir Souza pela perda.

Há 2 anos trabalhando no IT, Valmir foi um ótimo profissional e um colega de trabalho singular. Uma pessoa amiga e querida por todos. Sentimos muito e para sempre estará em nossos pensamentos, em nossas orações e na nossa história

Nada trará Valmir de volta, mas aguardamos respostas das autoridades para que possamos esclarecer seu desaparecimento e a forma como foi encontrado.

Atualmente estão sendo desenvolvidos cinco estudos, com apoio da organização, que completou 25 anos dedicados às atividades de reflorestamento na região da Bacia Hidrográfica do Rio Doce

Foto: Phillipe Lemarchand

O Instituto Terra acredita que é imprescindível o suporte de pesquisas, com o apoio de universidades e outros institutos, para evoluir de forma efetiva em sua maior expertise: o reflorestamento de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Hoje, o Instituto Terra desenvolve cinco pesquisas, sendo uma pesquisa de mestrado, além de outros quatro estudos de iniciação científica. 

A pesquisa de mestrado está sendo desenvolvida por meio de uma parceria com a Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. O objetivo é fazer uma avaliação das áreas do Instituto Terra em processo da restauração florestal (sobre o estado da vegetação e os serviços ecossistêmicos).

Assim, o estudante de mestrado busca avaliar aspectos da estrutura, composição e do funcionamento de áreas em restauração, avaliando o possível sucesso das medidas realizadas, e, ainda, indicando a necessidade de possíveis melhorias. A pesquisa, que iniciou em meados de 2020, – mas sofreu atraso por causa de pandemia -, está prevista para terminar em meados deste ano.

Já os estudos de iniciação científica têm duração de um ano. Foram oferecidos a quatro bolsistas, todas mulheres. Dois estudos de Iniciação científica estão sendo executados em parceria com Laboratório de Biologia Molecular de Plantas – Universidade Federal do Rio de Janeiro – LBMP/UFRJ, com apoio financeiro da Fundação L’OCCITANE. Esses estudos são focados em diferentes tratamentos das plantas, no viveiro e no campo, com o objetivo de diminuir o uso de fertilizantes.

Mais dois estudos de Iniciação científica estão sendo financiados pelo Instituto Clima e Sociedade. O primeiro se concentra na produção da serapilheira pela floresta, que por sua vez é um indicador do estado de desenvolvimento da floresta. O segundo estudo foca na influência da floresta do Instituto no clima regional, com ênfase na temperatura. Este último estudo recebe contribuições do Instituto Federal do Espírito Santo, campus Colatina.

“As cinco pesquisas são apenas um começo, pois já estamos verificando a possibilidade de estender os estudos implantados para mais anos e começar com outras pesquisas. É nossa missão transformar o Instituto Terra em uma referência de conhecimento de recuperação da Mata Atlântica. Estamos no caminho”, ressalta, Pieter Jan van der Veld, assessor técnico do Instituto Terra.

Entidades se unem para estimular a pesquisa sobre restauração florestal
O Instituto Terra e a Fundação L’Occitane se unem numa parceria com o Laboratório de Biologia Molecular de Plantas – Universidade Federal do Rio de Janeiro –LBMP/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e oferecem duas bolsas de estudos em iniciação científica para estudantes de graduação de cursos na área de meio ambiente. 
Encerrado no início de março, o edital do projeto de pesquisa selecionou duas estudantes de cursos na área de meio ambiente, na Bacia do Rio Doce, em modalidades como Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia Ambiental, entre outras.
As contempladas com as duas bolsas de estudos são: Wiliany Caroline Sá Franco do curso Agronomia no Instituto Federal Espírito Santo – Campus Itapina. E Luíza Furuno Machado, que também estuda Agronomia e Ciências Biológicas, na UFRJ.
Com duração de 12 meses e realização na RPPN Fazenda Bulcão, localizada no município de Aimorés, em Minas Gerais, esses dois estudos são focados em diferentes tratamentos das plantas, no viveiro e no campo, com o objetivo de diminuir o uso de fertilizantes.

O Instituto Terra divulga hoje (23) a lista de aprovados para o NERE, Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica. O processo seletivo contou com 68 participantes em diferentes fases de seleção, advindos de Minas Gerais e Espírito Santo.

Com duração de um ano, o curso inicia suas atividades no dia 6 de fevereiro de 2023, em Aimorés – MG, local onde os estudantes passarão pelas diversas áreas de restauração ambiental promovidas pelo Instituto Terra para se tornarem especialistas na restauração da Mata Atlântica.

Importante: Os selecionados têm até o dia 26 de janeiro para confirmar o aceite e realizar a matrícula junto à equipe.

Em parceria com a fundação L’Occitane, dois eixos de estudos são propostos para interessados que contarão, durante 12 meses, com bolsa de estudos.


Com o objetivo de incentivar estudantes de graduação para o desenvolvimento do conhecimento da restauração florestal, o Instituto Terra e a Fundação L’Occitane oferecem duas bolsas de estudos em iniciação científica, com duração de 12 meses e realização na RPPN Fazenda Bulcão.

A partir do dia 20 de janeiro, estudantes de cursos na área de meio-ambiente (Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia Ambiental, etc) na bacia do Rio Doce, a partir do 4º período de graduação podem se inscrever para duas bolsas no Projeto Árvores Raras, com duas vertentes de pesquisa: adubação e/ou topografia no plantio de 5 espécies.

As IC’s serão desenvolvidos no interior do Instituto Terra, em diferentes tipos de formações florestais (Regiões Fitoecológicas), envolvendo basicamente: Floresta Estacional Decidual e Floresta Estacional Semidecidual.

Clique aqui para ler o edital completo.

Para participar, é obrigatório o preenchimento de um formulário por meio do link disponibilizado no item 3.3. Após o envio, o candidato recebe um e-mail confirmando sua participação. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro de 2023. Caso o estudante faça o preenchimento do formulário e não receba nenhum e-mail de confirmação, deverá entrar em contato com o e-mail: [email protected] e relatar o ocorrido.

O NERE (Núcleo de Estudos em Restauração Sistêmica) do Instituto Terra realizou, no último sábado, na sede da organização, em Aimorés (MG), a formatura de 15 alunos da turma de 2022 do curso de Aperfeiçoamento Profissional em Restauração Ecossistêmica. Com duração de um ano, as aulas capacitam técnicos especializados em restauração ecossistêmica.



O curso oferecido é gratuito e o Instituto Terra emite um certificado de conclusão. Os estudantes recém-formados em áreas técnicas como Agropecuária e Agricultura, por exemplo, passam por um processo seletivo de cinco fases. Uma vez aprovados, passam a fazer o curso em regime de semi-internato, com direito a alimentação e hospedagem, além de uma ajuda de custo mensal.

Com formação na área de produção agrícola e pecuária, Dhuliana Marques, 23 anos, é uma das formandas da turma 2022 do NERE. Ela conta que sempre teve interesse em atuar com reflorestamento ambiental. Porém, na sua região (ela é da cidade de Mucuri, na Bahia) não há alternativas gratuitas e de qualidade em cursos nesta área e nem surgiram oportunidades de trabalho. “Por isso, depois de conhecer a proposta do NERE, me senti ainda mais motivada a participar do processo de seleção do Instituto Terra”, afirma.

De acordo com Dhuliana, o curso do NERE superou suas expectativas, em especial, no que se refere à parte prática das aulas, que não são exploradas em cursos tradicionais, somente com o estágio supervisionado.  Além dos conceitos teóricos, os alunos têm a orientação prática dos profissionais do Instituto Terra. “O aluno se sente capacitado e parte do processo e consegue entender como é a atuação de um técnico na rotina de trabalho. Além disso, o curso também trabalha a liderança, com a formação pessoal e profissional do aluno”, destaca.

Para Dhuliana, como as aulas do NERE também estão voltadas para a formação pessoal, o curso vai além da área técnica relacionada à restauração ambiental. “Nós fizemos um estudo de socialização e de educação ambiental, que era algo novo para mim. Com as informações que eu já tinha na área de produção agrícola e toda a vivência com o Instituto Terra, as palestras nas escolas, foi possível replicar na prática os conceitos que vimos na teoria”, conta.

Ainda, segundo Dhuliana, toda a vivência prática do curso com os técnicos do Instituto Terra permite conhecer um pouco da dinâmica do mercado de trabalho para a área de restauração ambiental. Como o curso é 80% prática e 20% ensino teórico, a formanda afirma que o aluno se sente ainda mais capacitado e confiante para atuar na área ambiental. “Quando a gente se forma aqui no Instituto Terra, não se sente inseguro porque somos acompanhados de perto por colaboradores muito experientes e as vivências conseguem nos orientar para encarar o mercado de trabalho. Me sinto preparada para as próximas etapas que estão por vir”, afirma, destacando que sua experiência no programa Olhos D’Água foi fundamental em todo seu processo de formação junto ao NERE.

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