Em evento intimista, Lélia Deluiz Wanick Salgado e Juliano Ribeiro Salgado dialogaram com o público sobre histórias, memórias, território e meio ambiente
Na manhã do dia 19 de novembro, o Instituto Terra promoveu, no Museu das Amazônias, em Belém (PA), o encontro “Semeando o Futuro: o Instituto Terra da restauração ecossistêmica à agricultura regenerativa”, um momento que reuniu cerca de 80 pessoas em uma conversa íntima, sensível e profundamente emocionante sobre memória, legado e caminhos para o futuro.
Diferente do formato tradicional de mesas expositivas, Lélia Deluiz Wanick Salgado, fundadora do Instituto Terra, e Juliano Ribeiro Salgado, presidente da organização, optaram por se sentar frente ao público e “simplesmente conversar”.
Sem muitas formalidades, discursos longos ou apresentações estruturadas, o que se viu foi um diálogo vivo, afetuoso e cheio de histórias – uma troca que aproximou todos os presentes da trajetória de quase três décadas de restauração na bacia do Rio Doce.
A sala reuniu um público diverso e engajado, como o líder indígena Beto Marubo, representantes do MST, a ex-ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira, integrantes do G20, ecoempreendedores que passaram por um processo de capacitação realizado no Instituto Terra este ano, além de amigos, admiradores e pessoas que acompanham de perto o trabalho da instituição.
Ao longo da conversa, Lélia e Juliano revisitaram episódios marcantes da construção do Instituto Terra — não apenas os marcos institucionais, mas também lembranças pessoais, desafios vividos no território e histórias que ajudaram a moldar o Refloresta, o Terra Doce e outras iniciativas da organização. Foi uma conversa menos sobre projetos e mais sobre as pessoas que fizeram e fazem a restauração acontecer.
Um dos momentos mais marcantes veio quando parte do público pediu a palavra. Um a um, participantes começaram a compartilhar relatos de encontros com Sebastião Salgado, lembranças de sua força, sua visão e dedicação à recuperação da Mata Atlântica. As histórias chegaram carregadas de emoção e carinho, criando uma atmosfera coletiva de afeto e reconhecimento. A sala se transformou em um espaço de memória viva.
Ao final, Lélia e Juliano acompanharam o público em uma visita à exposição “Amazônia”, em cartaz no Museu. Cada pessoa seguiu seu ritmo, seu tempo e seu olhar — e ali, entre fotografias, vitrines e narrativas que compõem o espaço, a conversa da manhã ganhou novas camadas de sentido.
“Semeando o Futuro” foi mais do que uma atividade na programação da COP30. Foi um encontro que reafirmou a essência do Instituto Terra, seus fundadores e colaboradores: um projeto que nasce da relação profunda entre pessoas, histórias e território, e que segue inspirando novas maneiras de cuidar da terra, da floresta e da comunidade.
E você? Já caminhou por essa história que segue semeando futuro? Acompanhe-nos e descubra os projetos que continuam transformando paisagens, vidas e territórios.