Programa do Instituto Terra alia produção e natureza como forma de recuperar a bacia e transformar a comunidade
Lançado em setembro de 2023 pelo Instituto Terra, o programa Terra Doce nasceu com um propósito ambicioso: apoiar a transformação do vale do Rio Doce, uma das regiões mais degradadas do país, por meio de um olhar sinérgico entre produção e natureza.
Voltado para pensar toda a lógica produtiva dentro do processo de restauração, o projeto tem ampliado a nossa atuação na região ao focar na construção de um modelo de desenvolvimento rural sustentável.
Produção e conservação lado a lado
Com um conjunto de soluções adaptáveis a diferentes realidades, o Terra Doce propõe intervenções que vão desde infraestruturas rurais, como barraginhas, coxinhos, caixas secas e biodigestores, até a implantação de sistemas agroflorestais (SAFs).
Segundo Gilson Oliveira, gerente de projetos do Instituto Terra, o diferencial do programa está em entrar na parte produtiva sem deixar de respeitar o meio ambiente: “O Terra Doce veio para ser uma resposta à necessidade de reconciliar floresta e agricultura, um dos maiores desafios do mundo como um todo”.
Flexível e participativo, o projeto respeita a diversidade de contextos e saberes locais, envolvendo o produtor como protagonista. “Não é algo engessado, porque nós respeitamos as necessidades e vontades de cada um. E à medida que mostrarmos os resultados — o quanto o produtor economiza e melhora o solo da sua propriedade —, mais rápida será a transformação”, complemente Gilson.
Agrofloresta: o futuro da agricultura
Os relatos dos produtores rurais participantes do Terra Doce revelam o impacto concreto da iniciativa. Pedro Avelino, que integra o projeto há mais de um ano, celebra os resultados: “É uma satisfação já ver a mudança acontecer no pouquinho que eu fiz. A transformação é visível.”
Sérgio Martins, outro parceiro, encontrou no projeto o apoio técnico de que precisava para tornar real um sonho antigo: “Eu já queria fazer agrofloresta, mas não sabia como começar. O Instituto Terra trouxe as mudas, eu fiz um mutirão com os meus vizinhos para plantar e hoje isso é renda. O SAF é o futuro da agricultura, porque uma planta ajuda a outra, o solo se enriquece e a produtividade aumenta.”
Parceria e pertencimento
Para Aline Fanticelle, técnica ambiental do Instituto Terra, a chave está em reconhecer o produtor como parceiro de fato, fazendo com que ele participe do processo e se veja como parte da mudança.
Essa visão também inspira a produtora rural Andressa Catarina: “Eu sonho com isso: ver cada pedacinho de terra com agrofloresta, com produtos agroecológicos, sem veneno. Que as pessoas venham visitar e vejam o quanto isso é possível e importante para a dignidade de quem planta e para a segurança de quem vive na cidade”.
Um olhar integrado para o território e as pessoas
Mais do que recuperar áreas degradadas e unir produção com conservação, o Terra Doce busca reconstruir vínculos entre comunidades, florestas e futuro.
O programa atua de forma articulada com outras iniciativas — Terrinhas, Terra Jovens, NERE e Refloresta —, garantindo continuidade entre gerações. De acordo com Willian Oliveira, coordenador de desenvolvimento rural sustentável do Instituto Terra, o projeto trabalha toda a cadeia — crianças, jovens, adultos e idosos — como forma de garantir a permanência e o fortalecimento das ações.
Dessa forma, o Terra Doce chega para ser um símbolo de um novo ciclo de esperança para o vale do Rio Doce. Para além de um programa, ele se torna um movimento que integra natureza, trabalho e futuro e contribui para uma mudança coletiva.
Assista ao vídeo completo e conheça histórias que mostram como o Instituto Terra e a comunidade estão cultivando um novo tempo para a região. E se você é um produtor rural que deseja saber mais sobre essa iniciativa, preencha o formulário para que nossa equipe possa entrar em contato.