Índice reforça a eficácia da restauração e o avanço da biodiversidade na bacia do Rio Doce
Alcançar mais de 91% de sobrevivência no plantio de mudas não é resultado do acaso. É fruto de um trabalho contínuo, que envolve planejamento, técnica e acompanhamento rigoroso desde o preparo do solo até o monitoramento em campo.
Ao longo de quase três décadas de atuação, o Instituto Terra tem estruturado sua prática com base nesses princípios, realizando preparo adequado de solo, seleção criteriosa de espécies, manejo e acompanhamento sistemático das áreas em restauração.
Esse cuidado constante é o que garante não apenas o crescimento das mudas, mas a formação de uma floresta diversa e resiliente.
Um novo recorde na floresta
Em dezembro de 2025, o Instituto Terra concluiu mais um ciclo de plantio em suas áreas de restauração. No primeiro monitoramento do ano, realizado pelo time de Restauração Ecossistêmica, um novo marco foi registrado: 91,12% das mudas da RPPN Fazenda Bulcão permaneceram vivas.
A taxa representa um recorde na história da instituição. Ao todo, foram avaliados 1.284 indivíduos distribuídos em 40 parcelas amostrais, dos quais 1.174 seguem em desenvolvimento. Além disso, foram identificadas 82 espécies diferentes, reforçando o compromisso com o avanço da biodiversidade na região.
“Esse resultado é consequência direta de preparo adequado do solo, seleção técnica das espécies, manutenção contínua com roçada, coroamento e adubação, além de monitoramento sistemático em campo. Método, rotina e disciplina operacional fazem a diferença”, afirma Moisés Marcelino, gerente de restauração ecossistêmica do Instituto Terra.
Por trás dos resultados, um princípio inegociável
Os números evidenciam eficiência no uso de recursos, qualidade técnica e compromisso com a ciência da restauração. Mas há um fator essencial que sustenta esse trabalho no dia a dia: a segurança.
Das atividades mais simples às mais complexas, cada etapa exige atenção, responsabilidade e cuidado. Afinal, resultados consistentes começam pela integridade de quem está no campo.
“Isso é primordial e inegociável para o Instituto Terra, porque a pessoa que trabalha aqui tem que voltar para casa no fim do dia da mesma forma que entrou pela porteira de manhã: com saúde e em segurança”, complementa Sérgio Rangel, diretor executivo do Instituto Terra.
É a combinação entre rigor técnico, consistência operacional e cuidado com as pessoas que permite que a restauração avance com qualidade — e que a floresta continue crescendo.
Apoie a restauração
Conheça o programa Refloresta, iniciativa de restauração ecossistêmica do Instituto Terra, veja como ele está transformando a bacia do Rio Doce e apoie essa causa. Sua doação ajuda a trazer a floresta e a biodiversidade de volta para a Mata Atlântica.