Da coleta de sementes ao monitoramento das áreas, diversas mãos atuam para que a Mata Atlântica volte a existir na bacia do Rio Doce
Até 2030, o Brasil assumiu o compromisso – previsto na Política Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa – de restaurar 12 milhões de hectares de áreas degradadas. Nesse contexto, um estudo publicado na revista científica People and Nature, da British Ecological Society, indica que o país não só é capaz de cumprir essa meta, como também tem um enorme potencial de geração de empregos e renda nesse setor.
Estima-se que essa cadeia possa criar até 2,5 milhões de postos de trabalho no Brasil, o que significa um emprego a cada 2 hectares restaurados, o equivalente a dois campos de futebol.
Restaurar uma floresta, portanto, não é um gesto isolado. É um processo que exige planejamento, continuidade e o envolvimento de muitas pessoas. Da coleta de sementes ao monitoramento das áreas, equipes técnicas e profissionais do campo atuam diariamente para que a Mata Atlântica volte a existir na bacia do Rio Doce.
Tudo começa nas sementes

Faça chuva ou sol, um grupo de coletores percorre propriedades de 14 municípios do médio Rio Doce, em um raio de até 200 km entre Minas Gerais e Espírito Santo, em busca de sementes que são levadas ao viveiro do Instituto Terra.
Realizado com critérios técnicos e responsabilidade ambiental, esse trabalho já reuniu mais de 300 espécies nativas da Mata Atlântica, contribuindo para o retorno da biodiversidade e a restauração dos ciclos naturais.
Viveiro: o coração do Instituto Terra
Um pouco antes de chegar ao viveiro, as sementes passam por beneficiamento e são catalogadas em laboratório. Em seguida, o cuidado continua no coração do Instituto Terra, onde cada uma é cuidadosamente acompanhada até se transformar em uma muda pronta para o plantio.

Mais de 7,5 milhões de mudas nativas já foram produzidas no viveiro do Instituto Terra. Hoje, essas espécies são utilizadas em ações de reflorestamento que somam mais de 2.300 hectares em áreas dentro e fora da instituição.
O trabalho no campo

No campo, o processo começa com o preparo do solo para receber as mudas. Diversos profissionais atuam nessa etapa até o momento ideal de plantio, geralmente com o início das chuvas, garantindo melhores condições para o desenvolvimento da floresta.

Mas o trabalho não para por aí. Após o plantio, a equipe acompanha de perto cada muda, realizando monitoramento constante para assegurar seu crescimento. Em 2025, esse trabalho garantiu uma taxa de sobrevivência de 91,12% na RPPN Fazenda Bulcão: de 1.284 indivíduos avaliados, 1.174 seguem em desenvolvimento.
Os dados representam um novo recorde na história do Instituto Terra e mostram que, quando o cuidado encontra tempo e dedicação, a natureza responde.
Um movimento que precisa de apoio
Para que o Brasil alcance sua meta até 2030, é fundamental o engajamento contínuo de pessoas e organizações. Por trás de cada área restaurada, há mãos que tornam possível o retorno da floresta.
E para que esse trabalho continue, apoie o Instituto Terra e ajude a trazer ainda mais vida de volta.