Curso promovido pelo Terra Doce, em parceria com a Embaixada da Eslovênia, fortalece autonomia feminina e apresenta alternativas para ampliar a renda no campo
Transformar frutas, hortaliças e outros produtos do campo em novas oportunidades de renda. Esse foi o propósito do segundo curso “Mulheres da Terra”, realizado no distrito de Alto Capim, em Aimorés (MG).
Promovido pelo programa Terra Doce, iniciativa de desenvolvimento rural sustentável do Instituto Terra, em parceria com a Embaixada da Eslovênia, o encontro “Agregando valor com frutas e produtos artesanais no campo” reuniu produtoras rurais da bacia do Rio Doce para aprender, trocar experiências e descobrir novas possibilidades para fortalecer a produção familiar.
No primeiro dia de atividades, as participantes também receberam a visita de Mateja Kračun, Embaixadora da Eslovênia no Brasil, que acompanhou parte da programação e conheceu de perto o trabalho desenvolvido junto às mulheres da região.

A ação busca ampliar a autonomia, a geração de renda e o protagonismo feminino no campo, fortalecendo o papel das mulheres no desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.
Colhendo mais do que alimentos
Como evitar perdas quando os alimentos são perecíveis? Essa foi uma das perguntas que o curso buscou responder de forma prática e criativa. Segundo a presidente da Associação de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Alto Capim (ADAFAC), Josefa Candida da Silva, a comunidade consegue escoar boa parte da produção para escolas municipais e estaduais da região. Ainda assim, alguns produtos acabam se perdendo.


“Apesar de conseguirmos vender nossas mercadorias para as escolas da região, ainda temos produtos que estragam. Então, esse curso trouxe a oportunidade de aprendermos a reaproveitar. Por exemplo, com as bananas que não conseguimos escoar, podemos fazer um doce ou aproveitar de alguma outra forma, evitando desperdício”, afirma Josefa Candida da Silva.
Durante dois dias, a formação apresentou o potencial da agroindústria e mostrou como a produção local pode ser transformada em novos produtos, ampliando as possibilidades de comercialização e geração de renda para as famílias rurais.


Conhecimento para empreender no campo
Além do desenvolvimento de receitas, a formação abordou temas como precificação, boas práticas de produção e comercialização. Mais do que ensinar técnicas, a proposta foi ampliar horizontes: mostrar caminhos para estruturar uma agroindústria familiar, valorizar o trabalho realizado no campo e aumentar o valor dos produtos já cultivados nas propriedades.


“Realizamos o desenvolvimento de várias receitas, de produtos que podem ser feitos nas propriedades, ensinamos um pouco de precificação e boas práticas dentro da agroindústria. Foi um curso muito rico, que proporcionou bastante aprendizado para as produtoras e para mim também. Além desse conhecimento, o projeto também trouxe autonomia para essas mulheres”, afirma Fabiane Reinholz, fundadora da Reinholz Chocolates e responsável por ministrar o curso.
Mulheres fortalecendo o futuro do campo
A iniciativa representa um movimento maior: mais do que compartilhar conhecimentos sobre processamento de alimentos, o curso fortalece a autonomia, valoriza o papel das mulheres no campo e incentiva o empreendedorismo feminino.


Na bacia do Rio Doce, esse é um compromisso construído diariamente pelo Instituto Terra por meio do Terra Doce: promover o desenvolvimento rural sustentável, gerando renda, oportunidades e condições para que as famílias permaneçam em seus territórios com mais qualidade de vida.
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