Ao longo de 2024, o Instituto Terra enfrentou um dos anos mais desafiadores da década para o trabalho de restauração ecológica. O El Niño trouxe consigo temperaturas extremas e uma estiagem prolongada, colocando em risco plantios recentes e forçando adaptações de última hora nas ações de campo. Mesmo assim, a equipe de restauração seguiu avançando — com planejamento técnico, esforço coletivo e uma escuta constante do que a paisagem pedia.
Moisés Marcelino, supervisor de campo, acompanhou de perto cada etapa dos trabalhos conduzidos pelo Programa Refloresta nas áreas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e em novas áreas recém-integradas ao Instituto. Segundo ele, a equipe precisou adaptar o manejo, escolher espécies mais tolerantes ao clima seco e realizar regas mesmo fora do período chuvoso. “Tivemos dias com temperaturas acima dos 45 graus. Foi difícil, mas preparamos bem o solo e apostamos em mudas mais resistentes”, conta.
Essa estratégia deu resultado. Em menos de sete meses, já é possível notar o vigor das mudas plantadas e as primeiras mudanças no aspecto da vegetação. Moisés relata a satisfação de ver espécies crescendo bem mesmo em contextos adversos. “A gente consegue passar nas áreas e ver plantas com um vigor muito bom. Isso mostra que o esforço valeu a pena.”
O trabalho de restauração, no entanto, vai muito além da técnica. “Os resultados, essa felicidade que a gente sente, não são só nossos”, diz Moisés. “É graças aos parceiros e patrocinadores que conseguimos fazer com que tudo isso aconteça ano após ano.” Entre esses apoiadores, ele destaca a Seguradora Zurich, que há quase seis anos colabora diretamente com o enriquecimento da vegetação nativa dentro da RPPN. “É um trabalho coletivo. Nada disso seria possível sem o envolvimento direto de quem acredita no nosso propósito.”
Olhando para trás, Moisés enxerga 2024 como um ano de amadurecimento. “Realizamos plantios em momentos difíceis e, ainda assim, tivemos sucesso de pegamento. Isso mostra que o caminho que estamos trilhando está certo. E que, com o apoio de todos, a floresta continua voltando, mesmo sob o sol mais forte.”