Há pouco mais de um ano, o produtor rural Pedro Avellino decidiu apostar em um novo modelo de agricultura ao se integrar ao programa Terra Doce. Ele já tinha uma ideia em mente sobre mudanças na propriedade, mas faltava incentivo. “Quando ouvi falar do programa, gostei. Já tinha uma ideia na cabeça, mas ainda faltava o incentivo. Gostei do programa e resolvi entrar também. E estou gostando muito”, conta.
Pedro destaca a diversidade como um dos primeiros ganhos visíveis. O retorno da biodiversidade, o aparecimento de animais e a variedade de culturas plantadas se tornaram realidade em sua propriedade. “É algo que traz muita coisa, traz muita diversidade de coisas que a gente via no passado e que agora estou vendo de novo — a biodiversidade voltando, animais, bastante… E produção também, né?”, afirma.
O sistema implantado prevê a produção principal de cacau e seringueira, mas outras culturas já despontam com força. “Já temos batata-doce, muita banana como vocês podem ver as plantas, e também pimentas e árvores nativas também, né? Tudo misturado, tudo junto”, explica Pedro. Para ele, o sabor da produção agroflorestal é incomparável: “Pra quem gosta de ver produção orgânica, não tem dúvida — é muito saborosa. O gosto do produto orgânico é completamente diferente, sem aquele sabor industrial que o pessoal da cidade está tão acostumado.”
Com um ano e cinco meses de participação no programa, Pedro já observa resultados concretos. “O que eu tenho pra dizer é só mesmo a satisfação que eu tenho de ver as coisas já acontecendo — mesmo com o pouco que eu fiz. Agora você já vê a mudança acontecendo aqui, de forma muito satisfatória”, compartilha.
Apesar do esforço exigido, Pedro diz que vale a pena: “É trabalhoso? É — e não é pouco. Mas a satisfação que a gente tem de ver tudo criando vida é o que mais importa.”