Ir para o conteúdo
  • O Instituto
    • Quem Somos
    • Nossa História
    • Restauração Ecossistêmica
    • Educação Ambiental
    • Desenvolvimento Rural
    • Nossa Equipe
    • Nosso Trabalho
    • Relatórios
    • Foundation
  • Notícias
  • Visite
  • Contato
    • Fale conosco
    • Sala de imprensa
  • O Instituto
    • Quem Somos
    • Nossa História
    • Restauração Ecossistêmica
    • Educação Ambiental
    • Desenvolvimento Rural
    • Nossa Equipe
    • Nosso Trabalho
    • Relatórios
    • Foundation
  • Notícias
  • Visite
  • Contato
    • Fale conosco
    • Sala de imprensa
  • Apoie
    • Patrocinadores
    • Pessoa Juridica
    • Pessoa Fisica
  • Loja
  • Apoie
    • Patrocinadores
    • Pessoa Juridica
    • Pessoa Fisica
  • Loja
  • PT
Doe
  • O Instituto
    • Quem Somos
    • Nossa História
    • Restauração Ecossistêmica
    • Educação Ambiental
    • Desenvolvimento Rural
    • Nossa Equipe
    • Nosso Trabalho
    • Relatórios
    • Foundation
  • Notícias
  • Visite
  • Contato
    • Fale conosco
    • Sala de imprensa
  • Apoie
    • Patrocinadores
    • Pessoa Fisica
    • Pessoa Juridica
  • Loja
Doe
  • PT

Quando a chuva vai embora: como enfrentar a seca no campo 

Estruturas simples como barraginhas, caixas secas e cochinhos ajudam produtores da bacia do Rio Doce ao favorecer a infiltração de água no solo

A entrada do outono no hemisfério Sul marca a chegada — ainda que gradual — da seca e do frio. Mudanças na paisagem indicam esse novo ciclo: folhas alaranjadas, solo rachado, pasto perdendo vigor e nascentes com menor fluxo de água mostram que o meio ambiente, a produção agrícola e a comunidade precisam se preparar para os próximos meses. 

Um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) projeta que metade da bacia hidrográfica do Rio Doce pode ter suas vazões reduzidas em mais de 91% dentro de 50 anos. Segundo os dados, a principal causa disso — se confirmada — é a redução da pluviosidade.  

Diante desse cenário, surge uma pergunta essencial: como lidar com a escassez de água durante períodos de estiagem? 

O desafio da seca no campo 

Ao longo dos anos, as mudanças climáticas vêm alterando padrões meteorológicos, fazendo com que o planeta Terra esteja cerca de 1,1°C mais quente do que no final do século XIX. Como consequência, eventos como seca e estiagem tornaram-se mais frequentes e intensos. 

De acordo com um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o Brasil perdeu R$ 287 bilhões em produção agrícola e pecuária entre 2013 e 2022 por causa de desastres climáticos. A seca foi responsável por 87% dos prejuízos, sendo a agricultura o setor mais impactado, com 65% do total de danos. Minas Gerais aparece como o terceiro estado mais afetado do país, com perdas estimadas em R$ 24,8 bilhões. 

A irregularidade das chuvas leva à escassez de água potável e à quebra de safras, gerando insegurança alimentar. Além disso, a falta de cobertura vegetal agrava o escoamento superficial, provocando erosões nos solos e assoreamento de rios, lagos e represas. Tudo isso impacta diretamente a disponibilidade hídrica, a produção, a renda e a qualidade de vida das pessoas. 

Soluções simples que proporcionam segurança hídrica 

No campo, existem tecnologias simples e acessíveis que contribuem para aumentar a segurança hídrica. Com diferentes configurações, mas propósitos semelhantes, barraginhas, caixas secas e cochinhos são algumas das soluções que ajudam produtores a enfrentar períodos de seca e estiagem. 

Barraginha. Crédito: Thiago Amorim
Cochinhos
Caixa seca

Em formato de meia-lua, as barraginhas são pequenas bacias escavadas no solo da propriedade. As caixas secas, por sua vez, são reservatórios quadrados construídos nas margens de estradas rurais e encostas. Já os cochinhos são pequenas trincheiras construídas em nível. 

Essas estruturas captam a água da chuva e a retêm por um período, permitindo sua infiltração no solo. Com isso, contribuem para o controle da erosão, reduzem o assoreamento de rios e evitam a degradação de vias. Além disso, favorecem a recarga do lençol freático, ajudam na recuperação de nascentes, aumentam a umidade do solo e auxiliam na manutenção da produção agrícola e pecuária. 

Um estudo técnico da HidroBase, realizado para o Instituto Terra, mostra que a adoção dessas práticas em larga escala pode transformar o comportamento hídrico na bacia do Rio Doce. Modelagens indicam uma redução significativa do escoamento superficial e um aumento da infiltração, o que ajuda a sustentar os rios por mais tempo. Em alguns cenários, o volume de sedimentos transportados pode cair quase pela metade, melhorando a qualidade dos cursos d’água. 

Esses resultados, no entanto, não são imediatos. Eles dependem do tempo, da escala e da continuidade das ações no território. 

Terra Doce: casos reais na bacia do Rio Doce 

O programa Terra Doce, iniciativa de desenvolvimento rural sustentável do Instituto Terra, apoia produtores da bacia do Rio Doce na implementação dessas soluções. Ao longo dos últimos anos, agricultores da região vêm adotando essas práticas e relatando resultados positivos no enfrentamento da seca. 

Em 2017, o produtor Dirceu Soares decidiu construir sua primeira barraginha após perceber que uma nascente em sua propriedade havia secado. No início, a estrutura ainda era pequena e conseguiu reter água por mais tempo, mas não o suficiente. No ano seguinte, ele ampliou o tamanho, obteve melhores resultados e, desde então, seguiu aprimorando a construção. 

“Ela está com mais ou menos 20 m de comprimento, mais de 10 m de largura e 6 m de profundidade. Em 2025, a última chuva veio em março e a seca foi prolongada até dezembro. Minha salvação foi que a água não faltou por causa da barraginha. Eu indico para quem não tem. A pessoa precisa ter paciência, porque o processo é longo até o resultado aparecer, mas, pouco a pouco, é possível alcançar o mesmo êxito que eu tenho hoje”, afirma o produtor. 

O relato reforça o que os estudos indicam: quando adotadas de forma consistente e em maior escala, essas soluções acumulam efeitos ao longo dos anos, promovendo mais segurança hídrica, estabilidade produtiva e recuperação ambiental. 

Em 2024, o Terra Doce realizou 704 benfeitorias em água e solo, contribuindo para a recuperação de mais de 2.420 nascentes e 120 hectares de áreas de recarga hídrica. Em conjunto com outras soluções, como a implantação de sistemas sustentáveis de produção e biodigestores, o programa já beneficiou 1.484 famílias na bacia do Rio Doce. 

Agora, a iniciativa segue ampliando sua atuação, fortalecendo a presença da água no território e aumentando a resiliência das propriedades rurais frente aos períodos de seca. Em um cenário de mudanças climáticas, tecnologias simples como essas mostram que é possível conviver com a estiagem prolongada — e transformar a realidade no campo. 

Quer conhecer outras histórias como a do Sr. Dirceu e ver essas soluções acontecendo na prática? 

Acesse as redes sociais do Terra Doce, acompanhe o trabalho dos técnicos do programa e descubra como produtores da bacia do Rio Doce estão transformando suas realidades. 

Cadastre-se para

receber novidades:

Mantenedores Master

Instagram Youtube Facebook Linkedin

Relatórios

Privacidade

Código de Ética

Estatuto Social

© 2026 Instituto Terra. Todos os direitos reservados.
Gerenciar consentimento
Para proporcionar uma melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento com essas tecnologias nos permite processar dados como comportamento da navegação ou IDs exclusivos neste site. O não consentimento ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinados recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o objetivo legítimo de permitir o uso de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou usuário, ou para o único objetivo de realizar a transmissão de uma comunicação por uma rede de comunicações eletrônicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o objetivo legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento técnico ou o acesso que é usado exclusivamente com objetivos de estatística. O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins de estatísticas anônimas. Sem uma intimação, conformidade voluntária do seu provedor de serviços de internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou coletadas apenas com esse objetivo geralmente não podem ser usadas para identificar você.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário, para criar perfis de usuário para enviar publicidade, ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites com objetivos de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
Ver preferências
  • {title}
  • {title}
  • {title}
  • PT