Com a parceria, Programa Olhos D’Agua vai proteger mais 85 nascentes na área da bacia, em Baixo Guandu (ES) e em Aimorés (MG)

Um total de 85 nascentes de rios afluentes do Rio Doce começam a ser recuperadas e protegidas a partir deste mês de fevereiro. As ações fazem parte do Programa Olhos D’Água do Instituto Terra, que com o apoio da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco vão beneficiar diretamente 32 produtores rurais localizados nas micro-bacias dos rios Guandu e Mutum, no município de Baixo Guandu-ES, e do rio Capim, em Aimorés-MG.

Além das ações de cercamento e do plantio de mudas com espécies nativas de Mata Atlântica (quando houver necessidade), o programa prevê a instalação de uma fossa séptica biodigestora – de tecnologia da Embrapa – em cada unidade rural atendida, com o objetivo de evitar a contaminação do solo e do lençol freático pelo esgoto doméstico não tratado.

Também faz parte do programa a realização de um estudo para medir os ganhos obtidos em termos de qualidade e quantidade de água nas nascentes recuperadas. Todas essas ações devem ser concluídas até janeiro de 2018.

Esta é a segunda vez que a Fundação Príncipe Albert II de Mônaco destina recursos para o Programa Olhos D’Água do Instituto Terra. Na primeira vez foram contempladas 50 nascentes localizadas no município de Aimorés-MG (na micro-bacia do Rio Capim, afluente do Rio Doce), que desde 2014 estão protegidas e garantindo oferta de água para abastecimento das propriedades rurais atendidas, mesmo em períodos de seca.

A partir de parceria com a Fundação Renova, 217 produtores rurais foram beneficiados nas bacias do rio Suaçuí Grande, em Minas Gerais, e dos rios Pancas e Santa Maria do Doce, no Espírito Santo

O Instituto Terra concluiu em fevereiro a proteção de 511 nascentes de afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, a partir de uma parceria com a Fundação Renova. O trabalho contempla as bacias dos rios Pancas (envolvendo os municípios de Pancas, Governador Lindenberg, Marilândia e Colatina) e Santa Maria do Doce (em Colatina), do lado do Espírito Santo, e bacia do rio Suaçuí Grande (nos municípios Itambacuri, Frei Inocêncio, Jampruca e Campanário), do lado de Minas Gerais. Trata-se de mais um passo dentro do objetivo de promover a revitalização dos recursos hídricos na região.

A escolha das áreas prioritárias contou com a participação dos Comitês de Bacia envolvidos e lideranças das comunidades locais. Ao todo, 217 produtores rurais foram atendidos com o cercamento dos olhos d’agua em suas propriedades. Utilizando parte da metodologia do Programa Olhos D’Água do Instituto Terra, o projeto desenvolvido com o patrocínio da Fundação Renova tem como próximos passos a implantação de uma fossa séptica por unidades rural ate o proximo mês de agosto, bem como realização de plantios com mudas de espécies de Mata atlântica na área de entorno das nascentes na próxima estação chuvosa (entre novembro de 2017 e janeiro de 2018).

A Fundação Renova assumiu o compromisso de recuperar 5.000 nascentes na área da Bacia Hidrográfica do Rio Doce dentro do Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) assinado pela Samarco Mineração, com o apoio de suas acionistas, Vale e BHP Billiton, e Governos Federal e Estaduais do Espírito Santo e Minas Gerais, e outros órgãos governamentais. O Termo define as ações de reparação, restauração e reconstrução das comunidades impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. A proteção de 500 nascentes até fevereiro de 2017 – cujas ações foram executadas pelo Instituto Terra – atende ao primeiro ano de recuperação solicitado no TTAC.

O Instituto Terra comunica aos seus parceiros, patrocinadores e à sociedade em geral que a partir de 21 de Fevereiro o engenheiro agrônomo Paulo Henrique Ribeiro assume o cargo de Analista Ambiental do Instituto Terra, função exercida nos últimos 15 anos pelo engenheiro agrônomo Jaeder Lopes Vieira, que deixa a instituição para novos desafios profissionais, e a quem o Instituto Terra agradece e deseja grande sucesso em sua nova jornada.

Paulo Henrique Ribeiro é graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Espírito Santo, onde cursou mestrado em Ciências Florestais na linha de pesquisa Silvicultura e Solos Florestais, e também o doutorado em Produção Vegetal na linha de pesquisa Solos e Nutrição de Plantas.

Assume a função com o desafio de ampliar e modernizar processos ambientais e de gestão, abrir novos campos de pesquisas e estudos, além de assegurar a manutenção dos processos de restauração ambiental em curso na RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés – MG, bem como atuar nos projetos de reflorestamento e proteção de nascentes desenvolvidos pela instituição no Vale do Rio Doce.

O Instituto Terra é uma organização civil sem fins lucrativos, fundada em abril de 1998 por iniciativa de Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado. Localizado na Fazenda Bulcão, Aimorés-MG, cuja área total é de 711,84 hectares, dos quais 608,69 constituem a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a instituição atua há 18 anos na restauração ambiental do Vale do Rio Doce.

O desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem de mineração da Samarco em Mariana-MG, que agora completa um ano, provocou enorme desequilíbrio na região do Vale do Rio Doce, ao amplificar e multiplicar os problemas ambientais, sociais e econômicos, além de comprometer a vida ecológica na calha principal do rio Doce praticamente em quase toda a sua extensão.

Na época, o Instituto Terra lançou a proposta de constituição de um fundo financeiro a ser aportado pelas empresas responsáveis pelo desastre, capaz de absorver todas as despesas referentes à reparação dos prejuízos e com recursos suficientes para a reconstrução ecossistêmica de todo o vale. A iniciativa conclamava os poderes constituídos a garantir a destinação efetiva de todos os recursos necessários para a restauração do vale e a proteção de sua população, e evitar que o processo se concentrasse na lavratura de pesadas multas que, quase certamente, não se reverteriam para a reparação pretendida. Pleiteamos, ainda, que o fundo fosse gerido por uma entidade independente, com uma governança que permitisse um diálogo direto com a sociedade, e com uma administração ética e transparente.

Um acordo entre as empresas Samarco, e suas acionistas Vale e BHP Billiton, junto aos governos Federal e dos Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, possibilitou a constituição inicial de um fundo de 20 bilhões de reais, soma inicial no entendimento de que as empresas colocarão os recursos que forem necessários no financiamento – a curto, a médio e a longo prazos – para a reparação e reconstrução do que foi destruído e a recuperação ecossistêmica da calha principal do rio, o que só se fará por meio da recuperação e da proteção de suas águas. Para implementar e gerir essas ações foi criada a Fundação Renova.

Se o imprescindível trabalho de recuperação da bacia do Doce vai levar anos, em paralelo devem ser adotadas medidas de extrema importância ecológica para toda a região em seu entorno, de forma a garantir o abastecimento, a produção de alimentos e poder fazer voltar a girar a economia local.

Com quase duas décadas de atuação na região, o Instituto Terra entende que, para o rio sair desse quadro de degradação ecológica – que o transformou em uma calha de lama e esgoto – é preciso intensificar o processo de recuperação de seus afluentes, possibilitando trazer água e vida nova ao Doce.

As ações ambientais já identificadas por estudos como determinantes para o resgate da água na região, envolvem implantar um sistema de esgotamento sanitário em cada aglomeração urbana de todo o vale, para atacar a questão da poluição de suas águas, bem como restaurar as Áreas de Preservação Permanente e de Reservas Legais, tal como determinado pelo Código Florestal. Isto significa, reflorestar os topos dos morros, para assegurar que a água da chuva se infiltre no solo; reconstruir as matas ciliares, que serão os filtros para proteger o rio dos rejeitos carreados pelas chuvas; e replantar ao redor de todas as nascentes da bacia hidrográfica, estimadas em mais de 350 mil olhos d’água. Junto a estas iniciativas, o Instituto Terra acrescenta a necessidade de olhar para a área rural, com a instalação de fossa séptica nas propriedades, de modo a permitir o retorno de um volume de água limpa ao rio.

O Instituto Terra participa por meio de seu responsável técnico e científico, e em conjunto com representantes dos Comitês de Bacia do Doce, da Câmara Técnica “Restauração Florestal e Produção de Água”. Essa câmara foi criada como órgão consultivo pelo Comitê Interfederativo, no âmbito do Termo de Transação e Ajuste de Conduta, e vem cuidando da análise técnica dos projetos apresentados ao Fundo, instituído pelo mesmo Termo.

Com o objetivo direto na revitalização do Rio Doce, o Instituto Terra vem sistematicamente ampliando o Programa Olhos D’Água para proteção de nascentes. Nos últimos seis anos, o programa permitiu recuperar e proteger 973 nascentes, principalmente na região do médio Rio Doce, enquanto no começo de 2015 já iniciava a captação de recursos para a recuperação de mais 5.000 nascentes no prazo de cinco anos.

Dentro deste plano e ao longo de 2016, o Instituto Terra mobilizou, contratou e iniciou a recuperação de 1.120 novas nascentes, com recursos oriundos de parceiros como o Governo de Minas Gerais, a Fundação Anne Fontaine, a Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, a Fundação Vitalogy, a ArcelorMittal Brasil, os Ministérios Públicos do Espírito Santo e de Minas Gerais. Também negocia a contratação de mais 780 nascentes junto à Fundação Banco do Brasil e ao BNDES. Todos esses projetos objetivam recuperar 1.900 olhos d’água de afluentes do Rio Doce, nas bacias dos rios Manhuaçu e Suaçuí, em Minas Gerais, e rio Guandu, no Espírito Santo.

Para se somar a estas, outras 500 nascentes vão receber os primeiros trabalhos de proteção a partir deste mês de novembro, com a formalização de um contrato com a Fundação Renova. Estão distribuídas nas bacias do Suaçuí Grande, envolvendo os municípios de Jampruca, Campanário, Itambacuri e Frei Inocêncio, em Minas Gerais; do Santa Maria do Doce, em Colatina (ES); e na bacia dos rio Pancas, nos municípios de Pancas, Governador Lindenberg, Marilândia e Colatina, também do lado do Espírito Santo.

Já no campo das captações no exterior, o Instituto Terra negocia novos projetos para recuperação de nascentes, num cenário de mais longo prazo. Assim como, para atender a futura grande demanda de mudas, está empenhado na captação de recursos para instalação de um novo viveiro, com capacidade para 5 milhões de plantas/ano.

Ainda neste ano foram produzidas no viveiro do Instituto Terra perto de 600 mil mudas de espécies de Mata Atlântica e, na área de educação ambiental, com o curso para formação de agentes de desenvolvimento rural sustentável, estão sendo capacitados mais 28 técnicos especializados na recuperação de nascentes e restauração da Mata Atlântica, a maioria com possibilidade de atuação direta na área da bacia do Doce.

Com uma experiência de 18 anos atuando na restauração florestal na área da bacia do Doce, o Instituto Terra defende que, mesmo com pressa ou atrasados diante do muito que precisa ser feito, não se deve correr o risco de transformar esse processo de recuperação num laboratório de testes em larga escala, para evitar, sobretudo, a violação do ecossistema específico da região. É preciso ser responsável com a natureza, pois já existem tecnologias consolidadas e testadas de restauração de Mata Atlântica, bioma predominante na região da bacia, caracterizado por uma rica biodiversidade.

Para enfrentar todos esses desafios, além de grande base de conhecimento técnico, será preciso contar com grande investimento financeiro. Neste sentido, torna-se prioritária a interlocução de todos os agentes públicos e privados envolvidos, a fim de somar esforços e confirmar compromisso com o vale do Rio Doce, para garantir o cumprimento das ações assumidas pela Fundação Renova, principalmente na ampliação e aplicação correta dos recursos.

O tempo agora é de realizar.

O Instituto Terra e o Google convidam as pessoas a uma experiência on-line, dinâmica e imersiva de descoberta da diversidade e fragilidade da natureza, de uma maneira sem precedentes. Os usuários da Internet agora podem descobrir os tesouros da história natural a partir de uma nova coleção virtual, parceria entre o Google e as mais emblemáticas instituições de história natural do mundo, entre elas o Instituto Terra, como representante do bioma Mata Atlântica, com duas exposições sobre o trabalho que realiza no Vale do Rio Doce.

Na coleção do Instituto Terra é possível conferir como foi a reconstrução de uma floresta em uma área antes completamente degradada pelo uso inadequado dos recursos naturais; e também comprovar como esta área hoje se tornou refúgio seguro para espécies da fauna brasileira de Mata Atlântica. Por meio de imagens, áudios e vídeos, será possível conhecer aves de pura beleza tropical, como o papagaio-chauá e o maracanã, e até mesmo os registros de mamíferos como a jaguatirica, todos ilustres moradores da floresta plantada pelo Instituto Terra na RPPN Fazenda Bulcão.

Coleção História Natural – Além do Instituto Terra, a nova coleção de História Natural do Google reúne outras 58 instituições de 16 países, entre elas o Museu de História Natural de Londres, o Museum für Naturkunde em Berlim e o Museu Americano de História Natural. Ao navegar pela coleção do Google será possível também ficar de frente com os gigantes jurássicos em vídeos 360 graus, tendo uma noção melhor de como esses animais viviam. Ao todo, são mais de 100 histórias fascinantes, reunindo um total de 300 mil fotos, vídeos e outros documentos online. As mais recentes tecnologias ajudam a trazer a magia desses locais lendários à vida, e dar a todos a chance de se reconectar com a história da nossa evolução e toda riqueza do meio ambiente do nosso planeta.

A nova exposição online abre hoje em g.co/naturalhistory e está aberta para todos, de forma gratuita na web e através do aplicativo móvel Google Artes & Cultura em iOS e Android. Também é possível assistir a todos os vídeos 360 graus no YouTube.

A experiência do Instituto Terra na recuperação de nascentes na região da Bacia Hidrográfica do Rio Doce foi compartilhada com participantes do projeto “Preservar Florestas é Cultivar Água”, desenvolvido pela ONG Caminhadas e Trilhas – Preserve, de Cachoeiro de Itapemirim e com foco na revitalização da Bacia do Rio Novo, no Espírito Santo.

Analista Ambiental do Instituto Terra, Jaeder Lopes Vieira apresentou as ações de restauração ecossistêmica e de recuperação de nascentes no contexto da RPPN Fazenda Bulcão, bem como as ações de apoio aos produtores rurais por meio de assistência técnica, visando promover a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, associadas à conservação dos recursos naturais.

O encontro foi realizado no final de julho em Vargem Alta-ES, na RPPN Mata da Serra, que apresenta 14,54 hectares reconhecidos como Reserva Particular do Patrimônio Natural pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, integrando o Corredor Central da Biodiversidade de Mata Atlântica. Além de produtores rurais, participaram do evento agentes públicos federais, estaduais e municipais, e moradores da região.

“A troca de experiências entre agentes do terceiro setor é extremamente importante. É um dos caminhos para fomentar novas ideias e projetos, considerando que os objetivos, de maneira geral, convergem para a promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades em que estas instituições estão inseridas”, avaliou Jaeder Lopes.

O Conselho Diretor do Instituto Terra comunica aos seus parceiros, colaboradores, patrocinadores e à sociedade em geral que desde maio de 2016 assumiu como Diretora Executiva da instituição a Sra. Isabella Salton.

A nova Diretora Executiva do Instituto Terra conta com 25 anos de experiência profissional, tendo formação nas áreas de Ciências Exatas e Biológicas (Instituto Mackenzie/SP), Administração de Empresas (FEI-ESAN/SP), “QFD”- QualityFunction Deployment (Fundação Christiano Ottoni/MG), Franchising University, capacitação em Professional & Life Coaching e “Creativity, Innovation & New Businesses” (Fondazione CUOA, Vicenza – Itália).

Ao longo de sua vida profissional, Isabella atuou em grandes organizações nacionais e internacionais, acumulando grande experiência nas áreas de Planejamento Estratégico, Gestão de Negócios e Marketing, Processos de Globalização e na estruturação de novos projetos, além de ter uma paixão especial por tudo que envolve a questão da sustentabilidade.

Isabella ingressa assumindo o desafio de promover o fortalecimento do Instituto Terra, no sentido de desenvolver parcerias e coordenar ações e projetos de recuperação ambiental em área de Mata Atlântica, que contribuam para a restauração e o desenvolvimento sustentável da região da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

O Instituto Terra é uma organização civil sem fins lucrativos, fundada em abril de 1998, pela iniciativa do casal Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado. Localizado na Fazenda Bulcão, Aimorés-MG, cuja área total é de 711,84 hectares – dos quais 608,69 constituem a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) -, é fruto de um projeto de recuperação de Mata Atlântica sem precedentes no Brasil em termos de área contínua.

Programação envolve escolas e comunidades de Aimorés, Resplendor e Conselheiro Pena, no leste mineiro

O Instituto Terra comemora a Semana do Meio Ambiente de hoje (02) até o dia 10 de junho com uma programação que inclui a realização de atividades educativas como palestras, oficinas e apresentações de teatro sobre proteção de nascentes, além da distribuição de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

As ações vão envolver escolas e comunidades dos municípios mineiros de Aimorés, Resplendor e Conselheiro Pena, contando com a participação direta dos alunos do curso intensivo em “Aperfeiçoamento Profissional em Restauração Ecossistêmica”.

O curso é coordenado pelo Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica – NERE, em funcionamento na RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés-MG, e que recebe anualmente técnicos agrícolas, ambientais, agropecuários e florestais recém-formados para uma capacitação teórica e prática na recuperação de áreas degradadas de Mata Atlântica.

Abre a programação da Semana de Meio Ambiente do Instituto Terra a palestra “Meio Ambiente e Família”, a ser ministrada pelos Agentes de Restauração Ecossistêmica no encerramento do Projeto “Meio Ambiente e Família – amor e cuidado na preservação do meio ambiente”, da Escola Municipal Honório Vicente de Oliveira, em São Sebastião da Vala, Aimorés-MG, hoje, às 17h.

Na sexta-feira (03), a programação será em Resplendor-MG, com a realização de uma “Blitz Ecológica” dentro das atividades da Semana de Meio Ambiente do Parque Estadual de Sete Salões, quando os alunos do Instituto Terra vão distribuir mudas de espécies da Mata Atlântica para os motoristas dos carros que passarem pela blitz.

Já a tradicional “Descida Ecológica do Rio Capim” envolverá uma programação especial nos distritos banhados por esse rio, que é importante fonte de água para o município de Aimorés. Entre os dias 6 e 10 de junho serão realizadas gincanas, atividades lúdicas e apresentações de teatro infanto-juvenil sobre o tema “Importância de preservar as nascentes”. Os Agentes em Restauração Ecossistêmica vão percorrer os seguintes distritos: Alto Capim (dia 6); São Sebastião da Vala (dia 7); Penha do Capim (dia 8); Conceição do Capim (dia 9) e Mundo Novo (dia 10).

Confira abaixo a programação completa da Semana de Meio Ambiente do Instituto Terra, que acontece anualmente para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho.

Programação

02 de Junho

Palestra “Meio Ambiente e Família”, na Escola Municipal Honório Vicente de Oliveira, em São Sebastião da Vala, Aimorés-MG. Apresentação será às 17h, no Encerramento do Projeto “Meio Ambiente e Família – amor e cuidado na preservação do meio ambiente”

03 de Junho

Blitz Ecológica com distribuição de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, dentro da programação do Parque Estadual de Sete Salões, em Resplendor-MG

05 de Junho

Oficina “Porta Retrato de Papelão”, ministrada por Andressa Catharina Mendes Cunha, coordenadora dos alunos do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica do Instituto Terra. A apresentação será para osfilhos dos funcionários da Petrobras, na Semana do Meio Ambiente da empresa, em Santos-SP

06 de Junho

Palestra “Instituto Terra e o Programa Olhos D’Água”, com apresentação da Analista de Educação do Instituto Terra, Gladys Nunes, durante a Semana do Meio Ambiente da Petrobras, em Santos-SP

06 a 10 de Junho

“Descida Ecológica do Rio Capim”, com apresentação do teatro Infanto-Juvenil “Importância de preservar as nascentes”, realização de gincanas e outras atividades lúdicas nos seguintes distritos de Aimorés: Alto Capim (dia 06); São Sebastião da Vala (dia 07); Penha do Capim (dia 08); Conceição do Capim (dia 09) e Mundo Novo (dia 10)

08 e 09 de Junho

Apresentação de Teatro Infanto-Juvenil “Importância de preservar as nascentes”, no Cine Teatro Terra, na sede do Instituto Terra, em Aimorés, com a realização também de gincanas e outras atividades lúdicas para os alunos das seguintes escolas do município: Escola Estadual Américo Martins da Costa; Escola Estadual Machado de Assis; Centro Educacional Crescer e Escola Municipal Teixeira Soares.

10 de Junho

Apresentação de Teatro Infanto-Juvenil “Importância de preservar as nascentes”, realização de gincana e de atividades lúdicas na Escola Estadual Polivalente, em Conselheiro Pena-MG

Com o objetivo de ajudar a revitalizar o Vale do Rio Doce após o rompimento das barragens em Mariana (MG), a Radix, empresa de engenharia e software, criou o Sustentabilidade Radix – Vale do Rio Doce. Com o programa, a empresa selecionou quatro projetos que vão receber apoio técnico e financeiro, sendo um deles o Olhos D’ Água, do Instituto Terra.

“Com o Sustentabilidade Radix, temos a intenção de ajudar a região atingida, tanto fomentando a economia local quanto na recuperação da área degradada. Acreditamos que essa parceria com o Instituto Terra já é um sucesso e que juntos vamos conseguir ajudar na revitalização do Rio Doce”, explicou Luiz Eduardo Rubião, CEO da Radix e idealizador do projeto.

Somando mais de 1,2 mil nascentes recuperadas e outras 1 mil em início de proteção, o programa Olhos D’ Água consiste na mobilização e adesão de produtores rurais – a maioria das nascentes encontra-se dentro de pequenas propriedades. As ações envolvem cercar as nascentes com os insumos fornecidos pelo projeto, bem como revegetar as áreas no entorno das mesmas a partir do plantio de mudas de espécies de Mata Atlântica. A iniciativa também prevê a capacitação destes produtores para adotarem técnicas sustentáveis no uso do solo.

Segundo Gilson Gomes de Oliveira Júnior, coordenador do Programa Olhos D’Água, as unidades rurais atendidas recebem ainda a instalação de fossas sépticas biodigestoras, sistema de baixo custo e de fácil instalação que evita a contaminação do lençol freático com o esgoto sanitário. Além disso, técnicos do Instituto Terra realizam a análise da água das nascentes protegidas como forma de mensurar os ganhos obtidos em termos de qualidade e aumento do fluxo hídrico.

Hoje, o programa do Instituto Terra tem recebido apoio de Governos, fundações, pessoas físicas e empresas, como é o caso da Radix. “Temos como meta proteger todas as nascentes da bacia hidrográfica do Rio Doce, estimadas em mais de 300 mil, mas, para isso, precisamos de apoio financeiro e toda ajuda é fundamental. Acreditamos que parcerias como esta com a Radix tem o poder de estimular outras adesões ao programa”, destaca Gilson Gomes.

A partir de um convênio celebrado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Governo do Estado de Minas Gerais, o Instituto Terra vai iniciar em 2016 a recuperação de mais 1.000 nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu. Trata-se de mais um importante passo no sentido de promover a revitalização da bacia do Rio Doce a partir do Programa Olhos D’Água de proteção de nascentes.

A iniciativa também vai contemplar a instalação de fossas sépticas biodigestoras nas unidades rurais selecionadas, totalizando 500 produtores rurais e suas famílias diretamente beneficiados pelo projeto, e indiretamente toda a comunidade da região.

“Sofrendo há décadas com o desmatamento, a seca, a erosão e a poluição, a região da Bacia Hidrográfica do Rio Doce agora exige ações ainda mais emergenciais após a tragédia de Mariana. Atuar nos rios afluentes tornou-se primordial para resgatar o fluxo hídrico na bacia como um todo. Tornar a disponibilidade de água mais estável durante todas as estações do ano e melhorar a qualidade dessas águas depende da qualidade ambiental das nascentes e dos respectivos riachos e rios que se formam”, observa Jaeder Lopes Vieira, gerente Ambiental do Instituto Terra.

As nascentes exercem um papel fundamental na formação e manutenção dos recursos hídricos. Cada olho d’água representa um sistema constituído por vegetação, solo, rochas e relevo, por onde se estabelece um fluxo que alimenta cursos d’água de maior porte e que se constituem importante fator de manutenção e incremento da fauna associada. Neste sentido, além de cercar a área ao redor da nascente, o Programa do Instituto Terra doa mudas de espécies nativas de Mata Atlântica para plantio ao redor do olho d’água – nas situações que exigem recomposição florestal – visando a proteção das áreas de preservação permanente (APPs), e assim garantindo a manutenção das condições hidrológicas na região.

Desde o momento da mobilização – para garantir a adesão ao Programa – o produtor rural passa a ter participação direta nas etapas do projeto, tornando-se parceiro estratégico do Instituto Terra. Recebe capacitação e assistência técnica para unir produção com conservação, com a devida gestão dos recursos hídricos.

Além disso, o Programa Olhos D’Água atua para ajudar a resolver outro problema que penaliza o Rio Doce, que é a poluição de suas águas pelo recebimento de esgoto não tratado – a falta de saneamento é uma realidade que ainda impera e afeta quase 80% da área rural da bacia.

Diante desse quadro, o Instituto Terra inseriu entre as ações do programa a instalação de fossas sépticas biodigestoras nas unidades rurais selecionadas. De fácil instalação e baixo custo, o modelo de fossa utilizada segue a tecnologia da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural – Embrapa, e trata o esgoto sanitário doméstico das propriedades, evitando a contaminação do lençol freático.

Como ação complementar, o Programa de recuperação de nascentes permite o levantamento e análise georeferenciada das propriedades rurais atendidas, identificando o uso e a ocupação do solo, bem como as necessidades de adequação ambiental. Ao receber esses dados documentados, o produtor rural pode viabilizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e fazer a adesão ao Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA) do Governo de Minas Gerais.

Para medir os resultados alcançados com a proteção de nascentes, o Instituto Terra ainda realiza o monitoramento dos recursos hídricos, mensurando os ganhos obtidos em vazão e qualidade da água das nascentes protegidas pelo Programa Olhos D’Água.

O convênio assinado com a SEMAD e que vai promover a recuperação, a proteção e a conservação dos recursos hídricos (nascente e fossas sépticas) da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu terá início neste mês de fevereiro e deverá ser finalizado até janeiro de 2018. As ações envolvidas receberão recursos da ordem de R$ 5,7 milhões oriundos do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais – Fhidro.

Outros R$ 1,1 milhão complementares para execução do projeto entram como a contrapartida do Instituto Terra, viabilizada por meio de parceria com a Arcelor Mittal Brasil, mediante a entrega dos insumos para cercamento das nascentes, como mourões, estacas e grampos.

As ações desse projeto em convênio com a SEMAD vão contar ainda com a parceria do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu e do Instituto Estadual de Florestas.

Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu

Totalmente inserida em Minas Gerais, nas regiões da Zona da Mata e Vale do Rio Doce, abrange área de 9.189 quilômetros quadrados, integrando a macrobacia do Rio Doce. É formada pelas sub­-bacias dos rios Manhuaçu, Mutum, São Luís, Pocrane, Itueto, José Pedro e Capim, e ainda por pequenos córregos, como o Barroso, Barrosinho, Sossego, Natividade, Santana, da Barata e Lorena. O rio Manhuaçu nasce na Serra da Seritinga, na divisa dos municípios de Divino e São João do Manhuaçu e tem extensão de 347 quilômetros. Abrange, total ou parcialmente, 32 municípios: Aimorés, Alto Caparaó, Alto Jequitibá Alvarenga, Caratinga, Chalé, Conceição de Ipanema, Conselheiro Pena, Durandé, Ibatiba, Imbé de Minas, Inhapim, Ipanema, Itueta, Iúna, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum, Piedade de Caratinga, Pocrane, Reduto, Resplendor, Santa Bárbara do Leste, Santa Rita do Itueto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, São José do Mantimento, Simonésia e Taparuba. A população total da área da bacia é estimada em aproximadamente 394 mil pessoas (IBGE, 2010).

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