Dançarinos do Nederlands Dans Theatre (NDT) – companhia de dança contemporânea de renome mundial com sede em Haia, na Holanda – escolheram o Instituto Terra para receber a doação da receita arrecadada com a venda dos ingressos de seu próximo espetáculo anual, denominado Switch, agendado para o dia 20 de janeiro de 2018, no Teatro Zuiderstrand.

O projeto Switch é desenvolvido há 30 anos pela companhia NDT e permite que os dançarinos assumam o controle total do espetáculo – desde a criação das coreografias e a sua execução, até o gerenciamento da produção, captação de recursos e esforços de marketing.

A iniciativa também objetiva promover a conscientização e o reconhecimento para a causa de uma instituição sem fins lucrativos. “Para a próxima edição os dançarinos escolheram o Instituto Terra, baseado no Brasil, para receber a receita arrecadada na noite, pois nos identificamos com os valores morais e ambientais praticados pela instituição”, informou Eve-Marie Dalcourt, da produção do espetáculo.

“Quando a equipe do Switch fez contato com a proposta, fiquei muito emocionada pelo reconhecimento de nosso trabalho em terras tão distantes, apesar de realidades tão diferentes, e pela percepção da gravidade da situação em que o Vale do Rio Doce se encontra! Isso nos dá ainda mais energia e incentivo para continuarmos em nossa luta”, disse Isabella Salton, diretora executiva do Instituto Terra.

Mais informações sobre o evento em https://www.ndt.nl/en/tickets/switch-18.html

Sobre o NDT

O Nederlands Dans Theatre (NDT) é uma das companhias de dança mais produtivas na Holanda. Com a apresentação intensa de novos programas a cada ano, mostra um número sem precedentes de novos balés, com uma estética de vanguarda e produções progressivas e inconformistas, que colocaram o corpo de dança no mapa internacional. Foi fundado em 1959 por Benjamin Harkarvy, Aart Verstegen e Carel Birnie, em cooperação com dezesseis dançarinas do Het Nationaal Ballet (The National Ballet). Sua atuação é dividida em duas vertentes de trabalho – uma que se concentra no desenvolvimento do talento (NDT 2) e uma onde os dançarinos mais maduros (NDT 1) possam crescer completamente em suas personalidades artísticas. https://www.ndt.nl/home.html

Sobre o Instituto Terra

O Instituto é fruto da iniciativa do casal Lélia Deluiz Wanick e Sebastião Salgado, que diante de um cenário de degradação ambiental em que se encontrava a antiga fazenda de gado adquirida da família de Sebastião Salgado, na cidade mineira de Aimorés, tomou uma decisão: devolver à natureza o que décadas de degradação ambiental destruiu. Mobilizaram parceiros, captaram recursos e fundaram, em abril de 1998, a organização ambiental dedicada ao desenvolvimento sustentável do Vale do Rio Doce. Além de promover o reflorestamento da antiga Fazenda Bulcão, transformada em RPPN, o Instituto Terra atua no reflorestamento da Mata Atlântica, na recuperação de nascentes, na produção de mudas nativas, na educação ambiental e na pesquisa científica aplicada. https://institutoterra.org

Aprendendo na prática técnicas de restauração de Mata Atlântica, turma formada em 2017 teve apoio da Fundação Renova

O trabalho de resgate ambiental do Vale do Rio Doce conta a partir deste mês de dezembro com mais um time de jovens técnicos com conhecimento aprimorado para atuar no reflorestamento de áreas degradadas e na proteção de nascentes. O Instituto Terra acaba de formar mais 17 técnicos em seu curso intensivo de “Aperfeiçoamento Profissional em Restauração Ecossistêmica”. No ano de 2017 o curso recebeu apoio da Fundação Renova, que aponta com a perspectiva de absorver parte dessa mão-de-obra em seus projetos de compensação ambiental na região.

Com a formação dessa nova turma, o Instituto Terra soma ao todo 160 técnicos capacitados pelo Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica – NERE, em funcionamento desde 2005, na RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés-MG.

“A parceria com a Fundação Renova permitiu a formação da Turma 2017 dentro de uma perspectiva de possível atuação desses jovens nos projetos de recuperação florestal em curso no Vale do Rio Doce. Estamos buscando novas parcerias para dar continuidade ao curso, que permite ao Instituto Terra compartilhar com a sociedade o conhecimento adquirido na restauração ambiental de uma região de Mata Atlântica que está entre as mais degradadas do País”, disse a diretora Executiva do Instituto Terra, Isabella Salton.

O líder de operações agroflorestais da Fundação Renova, José Almir Jacomelli, que acompanhou as atividades do curso, destacou que a parceria com o Instituto Terra é de extrema importância para preencher uma lacuna existente na região, que é a falta de mão-de-obra capacitada para recuperação ecossistêmica. “A Renova precisa de profissionais com esta qualificação para ajudar neste desafio da restauração florestal da Bacia do Rio Doce”, afirmou Jacomelli em comunicado de imprensa divulgado pela Fundação.

Como funciona – O NERE é uma verdadeira escola de práticas para recuperar áreas degradadas de Mata Atlântica. Recebe, anualmente, técnicos agrícolas, ambientais, agropecuários e florestais recém-formados, oriundos em sua maioria de famílias rurais, e com perspectiva de atuação na própria região do Vale do Rio Doce. “Os técnicos já capacitados, em sua maioria, atuam nas cidades de origem, no segmento de empregos ‘verdes’”, confirma Gladys Nunes, analista de Educação do Instituto Terra.

A capacitação permite aos estudantes se aprofundarem nas técnicas de reconstrução ambiental de áreas degradadas, aprendendo na prática ao participar das ações de reflorestamento desenvolvidas pelo Instituto Terra. Os alunos também têm a oportunidade de se relacionar diretamente com os pequenos produtores rurais, ajudando a disseminar conhecimento sobre práticas agroecológicas de produção, reflorestamento de Áreas de Proteção Permanente e de Reservas Legais, bem como de proteção de nascentes. Além disso, participam de várias iniciativas envolvendo atividades de educação ambiental junto às comunidades do entorno da sede da ONG ambiental.

Os estudantes são selecionados anualmente entre os formados pelas escolas agrotécnicas da região, e residem nas dependências do Instituto Terra durante o período de formação. As aulas seguem carga horária flexível e calendário próprio, de forma que os alunos possam vivenciar pelo menos um período de plantio no Instituto Terra.

Em 2008, a iniciativa garantiu ao Instituto Terra a conquista do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, na categoria Ciência e Formação de Recursos Humanos, pelo envolvimento com a comunidade e, sobretudo, pela proposta responsável de tornar o conhecimento científico acessível a pessoas do campo.

Participantes dos acordos extrajudiciais promovidos pelo órgão vão ter a opção de doar R$ 16,00 para o plantio de uma muda nativa de Mata Atlântica

Quem firmar acordos extrajudiciais por meio da Defensoria Pública de Colatina-ES vai ter a opção de contribuir com o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica. Esse é o objetivo de uma parceria firmada entre o órgão e o Instituto Terra dentro do projeto “Solução Verde: Acorde. Plante!”. A assinatura do convênio foi nesta quinta-feira (16), na RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés-MG.

O projeto prevê que as partes envolvidas nos acordos firmados possam participar da iniciativa doando, cada uma, a quantia de R$ 8,00 para somar o valor de R$ 16,00, que permitirá custear a produção da muda, o plantio e a manutenção por até dois anos. Os plantios estarão sujeitos ao período das chuvas – entre novembro e janeiro –, sendo que cada plantio será realizado quando o valor depositado somar o lote mínimo para a implantação de 400 mudas doadas.

“Caso o lote mínimo para plantio não seja atingido, os valores depositados serão mantidos aplicados na respectiva conta corrente dedicada ao projeto, aguardando a totalização do lote”, explica a diretora Executiva do Instituto Terra, Isabella Salton, destacando que os doadores poderão participar diretamente do plantio, desde que façam o agendamento prévio.

As mudas serão produzidas no viveiro do Instituto Terra, que tem capacidade para produzir um milhão de mudas por ano, e vão ajudar no enriquecimento da biodiversidade da floresta plantada na RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra no Vale do Rio Doce. A área pertencia a uma antiga fazenda de gado, que há cerca de duas décadas era tomada por pasto e erosão e hoje está recoberta com o verde da Mata Atlântica, numa demonstração prática de que o homem pode retornar à natureza o que décadas de degradação destruiu.

Movimento ‘Todos pelo Rio Doce’ realiza plantio de mudas e cercamento de cinco nascentes em Linhares-ES, com a parceria do Instituto Terra

O movimento “Todos pelo Rio Doce” realizou sua primeira ação de proteção ambiental com o cercamento e o plantio de 1.500 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para a proteção e a revitalização de cinco nascentes do Rio Doce, localizadas em Linhares, no Espírito Santo. O Instituto Terra apoiou o movimento prestando assessoria técnica e doando os insumos para a construção das cercas, como arame, grampos e mourões.

Realizada no último final de semana de outubro, a ação-piloto reuniu 60 voluntários e contou também com o apoio de diversas empresas parceiras, além da autorização dos proprietários dos terrenos em que estão localizadas as nascentes.

O movimento “Todos pelo Rio Doce” é uma iniciativa da sociedade civil e aberto a todas as pessoas que quiserem participar. “Acreditamos que a mobilização da sociedade pode acelerar a recuperação do Rio Doce, que começa pela proteção das nascentes. Grandes ações voluntárias podem ajudar na conscientização das próximas gerações sobre a importância da conservação dos rios”, explica Theo Penedo, um dos idealizadores do movimento.

“É uma alegria para nós do Instituto Terra apoiar uma ação espontânea como essa. A responsabilidade pelo meio ambiente e pela recuperação de áreas degradadas é de toda a sociedade. Essa mobilização voluntária é um exemplo da diferença que a união, em um trabalho bem coordenado, pode realmente fazer. Precisamos que cada vez mais pessoas entendam que não podemos deixar apenas na responsabilidade dos governos a mudança que desejamos ter em nosso país”, disse Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra.

Como próximo passo, o “Todos pelo Rio Doce” pretende agora mobilizar 20 mil voluntários para, no dia 5 de junho de 2018, realizar uma força-tarefa de proteção a centenas de nascentes da Bacia do Rio Doce, e promover atividades educativas sobre preservação dos rios em escolas.

Para saber mais sobre a iniciativa e se inscrever na ação, acesse www.todospeloriodoce.com.

Instituto Terra participa de iniciativa da Fundação Renova que busca construir de maneira colaborativa Programa de Educação para Revitalização da bacia do Rio Doce

O programa de Educação Ambiental Terrinhas do Instituto Terra é uma das iniciativas selecionadas pela Fundação Renova e apresentada no Encontro de Prosa e Saberes para a Revitalização da Bacia do Rio Doce, entre os dias 27 e 28 de setembro, no Parque Estadual do Rio Doce.

Fortalecendo as iniciativas em rede e os conhecimentos tradicionais locais, o encontro tem por objetivo compartilhar experiências e boas práticas que acontecem na Bacia do Doce nas áreas de educação, proteção e revitalização dos recursos naturais. As 43 iniciativas selecionadas também vão ajudar a compor o Programa de Educação para Revitalização da Bacia do Rio Doce e serão publicadas em um livro.Participam do evento representando o Instituto Terra, Isabella Salton, diretora Executiva, e Gladys Nunes, Analista de Educação.

O Projeto Terrinhas – Programa de educação ambiental do Instituto Terra voltado para escolas de nível fundamental, o Projeto Terrinhas forma monitores ambientais mirins entre alunos das escolas participantes, visando multiplicar o saber ambiental no ambiente de ensino e também nas comunidades envolvidas. Os “Terrinhas” – como são carinhosamente chamados os alunos formados – recebem informação para atuar nos projetos pedagógicos de educação ambiental desenvolvidos nas escolas, entre eles as hortas escolares.

O Projeto Terrinhas teve inicio no ano de 2005, em parceria com a Unesco e a Rede Globo/Projeto Criança Esperança, e já foi selecionado por duas vezes pela Unesco como projeto modelo de educação ambiental.O programa do Instituto Terra já atendeu um total de 91 escolas de cinco municípios da região do médio Rio Doce, formando 375 alunos Terrinhas, capacitando mais de 856 professores, e somando como beneficiários indiretos cerca de 3.926 alunos e mais de 6 mil pessoas das comunidades envolvidas.

O Instituto Terra passa a integrar a Rede de Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica – RMA, instituição que objetiva tecer uma ampla rede para a defesa, preservação e recuperação da Mata Atlântica, promovendo o intercâmbio de informações, mobilização e ação política coordenada. Fundada em 1992, a RMA conta com mais de 280 organizações filiadas em 17 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Conheça mais sobre essa iniciativa em www.rma.org.br

A atuação do Instituto Terra na conservação da Mata Atlântica foi mais uma vez reconhecida pela Unesco, com a manutenção do título da RPPN Fazenda Bulcão como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA). O título foi obtido pelo Instituto Terra de maneira pioneira no Estado de Minas Gerais em 2009, e nesta segunda renovação terá validade até 2021.

Isso significa que a ONG ambiental continuará a atuar como centro de divulgação das ideias, conceitos, programas e projetos desenvolvidos pela Reserva da Biosfera, com ações significativas nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica, conforme previsto no Programa Homem e Biosfera (MaB – Man and the Biosphere) lançado pela Unesco em 1971.

O Programa MaB prevê a cooperação científica internacional sobre as interações entre o homem e seu meio, determinando como missão da RBMA contribuir de forma eficaz para o estabelecimento de uma relação harmônica entre as sociedades humanas e o ambiente na área da Mata Atlântica.

Mais informações sobre a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no site www.rbma.org.br

Em parceria com o Instituto Terra, Reflorestar inicia ações para proteger 500 nascentes no ES

O Programa Reflorestar, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) vai abrir uma nova chamada para reflorestamento e recuperação de 500 nascentes no Espírito Santo. Com a parceria do Instituto Terra, serão contemplados inicialmente produtores rurais do município de Baixo Guandu, com propriedades localizadas na Comunidade de Alto Mutum Preto, cabeceira do Rio Mutum Preto.

A primeira reunião com os produtores para assinatura dos convênios será no dia 21 de julho, às 9 horas, na Quadra de Esportes da Comunidade do KM 14, em Baixo Guandu.

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Aladim Cerqueira, a ação virá complementar a atuação do Reflorestar. Ele destacou que a primeira ação no Córrego do Mutum visa a recuperação do rio que foi assoreado por uma chuva intensa em 2013, e será integrado a um plano de desassoreamento do rio e de construção de caixas secas.

“Esta parceria é de fundamental importância para conseguirmos vencer o grande desafio de recuperação desta região tão degradada. Serão necessários muitos anos e principalmente a ação conjunta de produtores, órgãos públicos e organizações de toda a sociedade para que possamos colher os frutos dessa transformação”, disse Isabella Salton, diretora executiva do Instituto Terra.

Entenda a parceria

As ações terão início pelo município de Baixo Guandu, onde, além da mobilização dos produtores, a participação do Instituto Terra permitirá elaborar estudo técnico sobre o uso e a ocupação do solo nas propriedades atendidas – indicando as necessidades de adequação ambiental –, além do acompanhamento e da vistoria das atividades implantadas pelo projeto. Todas essas atividades serão custeadas pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

O Governo do Estado do Espírito Santo, por meio do Programa Reflorestar, custeará a compra de parte dos insumos necessários à restauração florestal das áreas. Outra parte dos materiais – mourões, arame e grampos que serão utilizados para cercar as nascentes – será entregue aos produtores pelo Programa Olhos D’Água do Instituto Terra, a partir de doação recebida da ArcelorMittal Brasil.

Criada pela J.Walter Thompson para o Instituto Terra, iniciativa teve a colaboração do artista alemão Bartholomäus Traubeck, que transforma árvores devastadas em música

Para alertar contra desmatamento, uma nova campanha do Instituto Terra, em parceria com a J. Walter Thompson, foi literalmente ouvir as árvores ameaçadas de extinção na Mata Atlântica. Nos unimos ao artista alemão Bartholomäus Traubeck, que desenvolveu uma tecnologia a laser para ler e traduzir ranhuras e sulcos de um disco de pau-brasil em música: a Sinfonia do Adeus.

O artista optou por usar o som do piano para traduzir os dados extraídos em uma melodia dramática. Além de chamar atenção para o problema, o projeto pretende mobilizar pessoas e empresas para doação de recursos para as ações de reflorestamento desenvolvidas pelo Instituto Terra, ONG ambiental fundada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado, que tem como missão o resgate ambiental em áreas degradadas de Mata Atlântica.

O pau-brasil utilizado pelo músico simboliza as milhares de árvores que são extraídas diariamente da Mata Atlântica, que tem hoje apenas 8% de seu tamanho original. “Até mesmo a nossa árvore mais simbólica, que deu nome ao nosso país, está dizendo adeus”, comenta Isabella Salton, Diretora Executiva do Instituto Terra.

Para isso, a J. Walter Thompson recorreu ao trabalho de Traubeck. “Sem utilização e fadada ao apodrecimento, usamos um anel de pau brasil para fazer as pessoas ouvirem o seu adeus”, comenta Rodrigo Grau, da Thompson.

“A Sinfonia do Adeus” estará disponível em diversas plataformas de streaming. As doações podem ser feitas por meio de valores simbólicos ou pela compra dos pôsteres artísticos do projeto, disponíveis no site: http://www.sinfoniadoadeus.com.br

O Instituto Terra iniciou neste mês de março a formação de mais uma turma do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (NERE), que oferece capacitação em recuperação de áreas degradadas de Mata Atlântica e proteção de nascentes. O curso é voltado para técnicos agrícolas, agropecuários, ambientais e florestais recém-formados.

A nova turma conta com 18 alunos, formados por escolas agrotécnicas do Espírito Santo e de Minas Gerais, em sua maioria oriundos de municípios banhados pela Bacia Hidrográfica do Rio Doce. O NERE conta com estrutura na própria RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés-MG, para alojar gratuitamente os estudantes durante o período do curso, que finaliza as aulas no mês de dezembro. Além de alojamento e alimentação, cada aluno recebe ainda uma ajuda de custo mensal durante o período de formação.

Durante o ano, os técnicos vão participar de aulas teóricas e práticas na área de restauração ambiental, de reflorestamento de Mata Atlântica e de proteção de nascentes, acompanhando os projetos desenvolvidos pelo Instituto Terra. O objetivo é que a partir do conhecimento adquirido, eles possam atuar como agentes de recuperação ecossistêmica, replicando um novo modelo de produção rural em propriedades e comunidades rurais, em especial as estabelecidas na região do Vale do Rio Doce.

A capacitação é oferecida pelo Instituto Terra desde 2005 e já formou 143 técnicos, sendo que desse total, a maioria está atuando em sua área de formação, em suas cidades de origem.

Em 2008, a iniciativa do curso garantiu ao Instituto Terra a conquista do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, na categoria Ciência e Formação de Recursos Humanos, pelo envolvimento com a comunidade e, sobretudo, pela proposta responsável de tornar o conhecimento científico acessível a pessoas do campo, que muitas vezes não têm acesso ao estudo formal.

Além disso, o Centro também contribui para o social, pois possibilita uma melhoria de qualidade de vida a muitos jovens da região que não têm perspectivas educacionais e profissionais. Natura, CST (ArcelorMittal Tubarão), Governo do Principado das Astúrias (da Espanha), CSN e Fundação Roberto Marinho são alguns dos parceiros que já patrocinaram o curso em anos anteriores. A turma de 2017 está sendo mantida com recursos do Instituto Terra, que busca novas parcerias para dar continuidade à iniciativa.

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