Termo de Cooperação assinado com o Instituto Terra também permite destinar recursos de TAC´s para ações de reflorestamento e proteção de nascentes no Vale do Rio Doce

Em Aimorés, Minas Gerais, quem recebe penas por delitos de menor gravidade, principalmente relacionados ao meio ambiente, e que possam se reverter em prestação de serviços à comunidade pode cumprir a sentença trabalhando em atividades voltadas à recuperação ambiental dentre as promovidas pelo Instituto Terra.

Essa iniciativa foi possível a partir de parceria celebrada com a Promotoria de Justiça de Aimorés, ligada ao Ministério Público de Minas Gerais. O acordo inclui a participação dos apenados em diversas ações, tais como trabalho no viveiro de mudas, auxílio nas atividades de proteção de nascentes, além dos cuidados diários e em especial com as áreas verdes dentro da RPPN Fazenda Bulcão – sede do Instituto Terra.

“Desde agosto, já recebemos quatro apenados e a experiência foi positiva, tendo papel importante na conscientização para a importância do cuidado com a natureza. Esta aproximação com o Ministério Público de Aimorés é muito interessante também para aproximar ainda mais a comunidade local no trabalho desenvolvido pelo Instituto Terra em favor do meio ambiente do Vale do Rio Doce”, disse Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra.

O mesmo Termo de Cooperação vai permitir também que recursos oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC´s) oficializados por meio da Promotoria possam ser direcionados – nos casos que se enquadram – às ações de proteção ambiental desenvolvidas pelo Instituto Terra na região, desde que as atividades contempladas supram o impacto ambiental identificado.

“A parceria reafirma o compromisso do Ministério Público na defesa dos interesses da sociedade, promovendo a recuperação do meio ambiente e a integração da comunidade com a educação ambiental”, afirmou o promotor Público de Aimorés, Marcio Ayala Pereira Filho.

São 20 vagas voltadas para capacitação gratuita de jovens formados pelas escolas agrotécnicas da região do Vale do Rio Doce

Jovens recém-formados em cursos técnicos nas áreas Agrícola, Ambiental, Florestal e em Agropecuária que estiverem dispostos a atuar com o reflorestamento de áreas degradadas de Mata Atlântica e na proteção de nascentes tem a oportunidade de aprender mais sobre as técnicas disponíveis a partir do curso “Aperfeiçoamento Profissional em Restauração Ecossistêmica”, oferecido gratuitamente pelo Instituto Terra. As inscrições prévias para o processo seletivo para a turma 2019 podem ser feitas até o dia 13 de dezembro.

Ofertado pelo Instituto Terra desde 2005, o curso já capacitou 161 técnicos e pretende abrir 20 vagas para o próximo ano – a confirmação do início das aulas dependerá dos recursos obtidos junto a financiadores. A capacitação é coordenada pelo Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica- NERE, que funciona na própria RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra em Aimorés-MG.

Os estudantes selecionados entre os formados pelas escolas agrotécnicas e família agrícola da região do Vale do Rio Doce passam a residir nas dependências do Instituto Terra durante o período da capacitação – de fevereiro a dezembro -, tendo a RPPN como campo de atividades práticas. As aulas seguem carga horária flexível e calendário próprio, de forma que os alunos possam vivenciar pelo menos um período de plantio no Instituto Terra.

O NERE é uma verdadeira escola de práticas para reconstrução ambiental que permite a esses jovens se relacionarem diretamente com os pequenos produtores rurais, a partir dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Terra, ajudando a disseminar conhecimento sobre práticas agro-ecológicas de produção, reflorestamento de Áreas de Proteção Permanente e de Reservas Legais, bem como derevitalização de nascentes.

Os estudantes selecionados também participam de várias iniciativas envolvendo atividades de educação ambiental junto às comunidades do entorno da sede da ONG ambiental. São jovens oriundos em sua maioria de famílias rurais, e com perspectiva de atuação na própria região do Vale do Rio Doce, em suas cidades de origem, no segmento de empregos ‘verdes’. “Neste sentido, o curso é também um importante meio para compartilhar com a sociedade o conhecimento adquirido pela ONG na restauração ambiental de uma região de Mata Atlântica que está entre as mais degradadas do País”,confirma Gladys Nunes, analista de Educação do Instituto Terra e coordenadora do NERE.

“Estamos sempre em busca de novas parcerias para permitir a continuidade na oferta anual dessa capacitação e empresas ou pessoas físicas que queiram contribuir são muito bem-vindas”, destaca Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra, lembrando que a capacitação já recebeu premiações, como em 2008 o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, na categoria Ciência e Formação de Recursos Humanos, pelo envolvimento com a comunidade e, sobretudo, pela proposta responsável de tornar o conhecimento científico acessível a pessoas do campo.

No ano de 2017 e 2018, o curso recebeu patrocínio da Fundação Renova, dentro da perspectiva de atuação desses jovens nos projetos de recuperação florestal em curso no Vale do Rio Doce após o desastre de Mariana.Natura, CST (ArcelorMittal Tubarão), Governo do Principado das Astúrias (da Espanha), CSN, Fundação Aperan e Fundação Roberto Marinho são alguns dos outros parceiros que já patrocinaram o curso em anos anteriores.

Serviço:

Processo Seletivo para a Turma 2019 do Curso de Aperfeiçoamento Profissional em Restauração Ecossistêmica

Data: Até 13 de dezembro de 2018

Pré-requisitos: Ter 18 anos completos e formação de nível médio nas áreas Ambiental, Ciências Agrárias, de Terras e afins

Informações e inscrições: 33 3267-2025-Ramal 215 ou pelos e-mails [email protected][email protected] ou [email protected]

Recursos arrecadados com uma única apresentação de dança, realizada em janeiro deste ano na Holanda, estão agora garantindo a proteção de 30 nascentes de afluente do Rio Doce, o Rio Manhuaçu. A iniciativa é do Nederlands Dans Theatre (NDT), e a doação está sendo empregada no Programa Olhos D’Água do Instituto Terra. Após cadastrar produtores e selecionar as nascentes, foi realizado projeto técnico para apontar as necessidades de intervenção ambiental em cada unidade selecionada e feita a entrega de materiais para construção de cercas ao redor dos olhos d’água.

Entre os meses de outubro e novembro serão entregues ainda as mudas nativas de Mata Atlântica para permitir os plantios, pelos próprios produtores, na área de entorno de cada nascente. “Estimamos doar cerca de 3,4 mil mudas para cada nascente em que for identificado que a regeneração natural da vegetação não será possível”, informa Gilson Gomes Junior, coordenador do Programa Olhos D’Água do Instituto Terra.

Ao final do projeto, com todas essas ações, será possível ajudar na recuperação ambiental de uma área total de 13 hectares, envolvendo 12 pequenas propriedades rurais do município de Mutum, no Estado de Minas Gerais, onde as nascentes selecionadas estão localizadas.

O NDT é uma companhia de dança contemporânea de renome mundial com sede em Haia, que escolheu o Instituto Terra para receber a doação da receita arrecadada com a venda dos ingressos de seu espetáculo anual, denominado Switch. A apresentação foi realizada em janeiro deste ano, no Teatro Zuiderstrand, e possibilitou angariar 34,5 mil Euros.

O projeto Switch – É desenvolvido há 30 anos pela companhia NDT e permite que os dançarinos assumam o controle total do espetáculo – desde a criação das coreografias e a sua execução, até o gerenciamento da produção, captação de recursos e esforços de marketing. A iniciativa também objetiva promover a conscientização e o reconhecimento para a causa de uma instituição sem fins lucrativos e são os próprios dançarinos que escolhem a instituição beneficiada a cada ano.

A escolha do Instituto Terra, baseado no Brasil, para receber a receita arrecadada na noite da edição 2018 do projeto, deu-se pelo fato da companhia “se identificar com os valores morais e ambientais praticados pela instituição”, conforme informou Eve-Marie Dalcourt, da produção do espetáculo.

O Nederlands Dans Theatre (NDT) é uma das companhias de dança mais produtivas na Holanda. Com a apresentação intensa de novos programas a cada ano, mostra um número sem precedentes de novos balés, com uma estética de vanguarda e produções progressivas e inconformistas, que colocaram o corpo de dança no mapa internacional. Foi fundado em 1959 por Benjamin Harkarvy, Aart Verstegen e Carel Birnie, em cooperação com dezesseis dançarinas do Het Nationaal Ballet (The National Ballet). Sua atuação é dividida em duas vertentes de trabalho – uma que se concentra no desenvolvimento do talento (NDT 2) e uma onde os dançarinos mais maduros (NDT 1) possam crescer completamente em suas personalidades artísticas. https://www.ndt.nl/home.html

Os 20 anos de fundação do Instituto Terra foram celebrados no último final de semana, na sede da instituição, em Aimorés-MG, onde Lélia Wanick e Sebastião Salgado, ao lado de diretores do Instituto Terra, recepcionaram colaboradores e parceiros da instituição. Também participaram das atividades comemorativas prefeitos, secretários de municípios do Vale do Rio Doce, autoridades militares e eclesiásticas, e o Governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung, que plantou uma muda de Ipê Rosa na área reflorestada da RPPN Fazenda Bulcão. O Lions Clube de Aimorés e a 15º. Companhia de Polícia Militar Independente de Amorés-MG também prestaram homenagens entregando placas comemorativas aos fundadores.

Floresta – Em 20 anos de trabalho dedicado a recuperar a Mata Atlântica no Vale do Rio Doce, o Instituto Terra soma números importantes, com ações de reflorestamento em mais de 21,1 milhões de metros quadrados de áreas degradadas. Esse total corresponde a plantar uma área equivalente à soma de 2.955 campos de futebol de tamanho oficial. Para isso, foram plantadas perto de 6 milhões de mudas de árvores, de 297 espécies nativas da Mata Atlântica. A maior parte das mudas foi produzida no próprio viveiro do Instituto, com capacidade para um milhão de mudas por ano.

Água – Nestes 20 anos, o Instituto Terra também mantém uma forte atuação no resgate dos recursos hídricos da bacia do Rio Doce. São perto de 2 mil nascentes desse importante rio, que banha municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais, que receberam ações de proteção do Programa Olhos D’Água, beneficiando diretamente 1.022 famílias de pequenos produtores rurais. Eles receberam gratuitamente assistência técnica, materiais para construção de cercas e para a instalação de mini-estações de tratamento de esgoto, além de mudas para revegetação das áreas.

Em todos os projetos que o Instituto Terra realiza, o trabalho de educação ambiental é ação prioritária. Com isso, mais de 70 mil pessoas, entre professores e alunos, produtores rurais, técnicos agrícolas, ambientais e florestais, já receberam algum tipo de treinamento da ONG ambiental desde a sua fundação.

A todos os nossos parceiros e amigos, o nosso muito obrigado por nos ajudar a realizar esse sonho de restauração ambiental do Vale do Rio Doce! Contamos com o seu apoio para poder realizar ainda mais.

Com o apoio da Energest e do Instituto EDP Energias do Brasil, projeto também vai instalar mini-estação de tratamento de esgoto nas unidades rurais selecionadas

Principal fonte de captação de água do município de Baixo Guandu-ES após o rompimento da barragem em Mariana-MG, a bacia hidrográfica do Rio Guandu recebe mais ações para proteção de nascentes por parte do Programa Olhos D’Água do Instituto Terra, a partir de novo apoio da Energest e do Instituto EDP Energias do Brasil.

O novo projeto contempla a proteção de seis nascentes – com a construção de cercas pelos próprios produtores rurais a partir dos materiais que recebem em doação pelo projeto – e a instalação de mini-estações de tratamento de esgoto doméstico nas três propriedades rurais selecionadas, para evitar o problema da contaminação do solo e das fontes de água.

Também está previsto para a próxima estação das chuvas (entre outubro e dezembro) o plantio de perto de 1 mil mudas de espécies da Mata Atlântica ao redor dos olhos d’água, tendo em vista que algumas das áreas de nascentes apresentaram bom quadro para a regeneração natural.

A equipe do Instituto Terra já realizou a mobilização e sensibilização das famílias rurais participantes, contando o apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Município de Baixo Guandu. Também foram elaborados os projetos técnicos com o diagnóstico ambiental, que apontam as ações necessárias para promover a recuperação das nascentes selecionadas pelo projeto.

Parceria – Com prazo de encerramento das atividades marcado para dezembro de 2018, este projeto é o quarto estabelecido com o patrocínio da Energest e do Instituto EDP para a proteção de nascentes. Desde 2011 a parceria com o Programa Olhos D’Água já permitiu a proteção de 45 nascentes, que receberam ações para sua revitalização na área da bacia do Rio Guandu.

Inserida no bioma Mata Atlântica, a região da bacia hidrográfica do Rio Guandu abriga uma população estimada em mais de 88 mil habitantes, e é um recorte do que acontece em toda a região do Vale do Rio Doce, sofrendo com os avanços da degradação ambiental e o aumento do consumo hídrico além da capacidade de reestruturação dos ciclos hidrológicos, em parte também pelos anos sucessivos de seca acentuada.

“Ao proteger as nascentes, espera-se que estas se recuperem e consigam contribuir para o aumento da quantidade e qualidade dos recursos hídricos da região, que por sua vez contribuirão para a manutenção do ciclo hidrológico dos rios, gerando maior oferta de água”, explica Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra, lembrando que o Programa Olhos D’Água também promove de maneira associada a conscientização dos pequenos produtores rurais e suas famílias para a importância da preservação ambiental e do uso correto dos recursos naturais.

O Programa Olhos D´Água do Instituto Terra, dedicado à recuperação das nascentes do Rio Doce, conquistou novo reconhecimento pelas ações que vem desenvolvendo desde 2010 para a revitalização dessa importante bacia hidrográfica da região Sudeste. O Instituto Terra recebeu o II Prêmio Boas Práticas Ambientais Sisema “Águas Gerais”, Edição 2018, na categoria Organização da Sociedade Civil. A premiação é uma realização do Governo do Estado de Minas Gerais, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Sisema, considerando a necessidade da promoção, do incentivo e do reconhecimento das boas práticas ambientais realizadas pelas pessoas físicas e jurídicas no Estado de Minas Gerais.

Com o objetivo de estabelecer um programa nacional para revitalização de bacias hidrográficas, o Ministério do Meio Ambiente está desenvolvendo ao longo de 2018 uma série de encontros regionais para integrar parceiros e experiências. Na edição em Minas Gerais, o Instituto Terra foi uma das ONGs convidadas a participar do evento, que se encerra nesta sexta-feira (13 de julho), no município de Conceição do Mato Dentro, com o apoio na realização do Instituto Espinhaço.

Com a participação de representantes dos órgãos governamentais, de universidades e centros de pesquisa, o Instituto Terra foi convidado a apresentar na última quinta-feira (12 de julho) as ações do Programa Olhos D´Água de recuperação de nascentes, em desenvolvimento na região da bacia hidrográfica do Rio Doce desde 2010 e que já soma mais de 1,9 mil nascentes em processo de recuperação. Isabella Salton, diretora do Instituto Terra, disse que os Encontros Regionais envolvem simpósio, seminário e oficinas, e vão permitir a percepção das diversas interações entre água e desenvolvimento sustentável, com base numa abordagem de gestão integrada dos territórios hídricos, contribuindo com a Agenda 2030.

Como conclusão do seminário, serão definidas as diretrizes e recomendações que possam ser agregadas ao Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas, além de mobilizar e sensibilizar parceiros para a formação de redes de cooperação em favor das bacias hidrográficas no território nacional.

A experiência do Instituto Terra na área de educação ambiental e de proteção de nascentes do Rio Doce integra a publicação “Compartilhando Experiências das Águas de Minas Gerais – Brasil”. Produzida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), em parceria com a Cemig e a Copasa, a publicação foi lançada no 8º Fórum Mundial da Água, realizado em Março, em Brasília, e apresenta estudos e boas práticas que promovem o uso sustentável dos recursos hídricos no Estado de Minas Gerais.

Os programas desenvolvidos pelo Instituto Terra selecionados para constar da publicação do Igam são: Programa Olhos D´Água, voltado para a recuperação de nascentes; Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (Nere), uma capacitação voltada para técnicos agrícolas, ambientais, florestais e de meio ambiente para que possam se tornar agentes de desenvolvimento rural sustentável; e Projeto Terrinhas, voltado para estudantes da segunda fase do Ensino Fundamental , com o objetivo de fomentar o saber e a prática pela conservação ambiental no ambiente escolar.

Dividida em dois volumes, a publicação do Igam reúne 63 artigos técnicos de autores ligados ao poder público, universidades, organizações não governamentais e empresas públicas e privadas. Os autores foram selecionados pelo Igam, por meio de chamamento público. O material foi publicado na versão inglês e português, e está disponível também em formato digital, no site do Igam (www.igam.mg.gov.br).

A proposta de condensar o conteúdo técnico em forma de publicação teve o objetivo de envolver diferentes setores e atores sociais de Minas Gerais em um processo dialógico de participação social para boa gestão de recursos hídricos.

Acesse as publicações clicando nos links abaixo:

Compartilhando Experiências das Águas Minas Gerais- Brasil- 01
Compartilhando Experiências das Águas Minas Gerais- Brasil- 02
Sharing experiences on the Waters of Minas Gerais- Brazil- 01

(Com textos da Ascom/Sisema)

Extraplus do Hortomercado em Vitória é o primeiro a aderir ao programa de doação; Clientes podem arredondar valor da compra e doar os centavos para as instituições aplicarem em projetos ambientais e de educação

Uma parceria estabelecida entre o Instituto Terra, o Instituto Ponte e o Movimento Arredondar permite a doação de centavos para ajudar em ações de recuperação ambiental e de educação. No Espírito Santo, o primeiro estabelecimento comercial a aderir foi o Extraplus do Hortomercado, em Vitória.

A partir desta semana, ao passar suas compras no caixa da loja, é possível ao cliente do Extraplus escolher arredondar o valor para cima e doar os centavos em favor das duas instituições. As doações podem variar de R$ 0,01 a R$ 0,99 no máximo, dependendo do total da conta. Por exemplo, se a compra custar R$ 31,40, a quantia necessária para inteirar R$ 32,00 é de 60 centavos – esse último é o valor que será doado. Em breve, outras lojas também devem aderir ao movimento.

A soma dos recursos obtidos por meio do Movimento Arredondar serão empregados em projetos relevantes, sendo um na área de restauração ambiental – no caso do Instituto Terra –, e outro na área de educação, por meio do Instituto Ponte.

O Instituto Terra – há 20 anos atuando no resgate ambiental da região do Vale do Rio Doce – vai aplicar os recursos nas atividades de suporte aos projetos desenvolvidos. “Principalmente os de recuperação de nascentes (Programa Olhos D´Água) e de formação de Agentes de Recuperação Ambiental, ambos com resultados expressivos até o momento em termos de recuperação de Mata Atlântica”, destaca José Armando de Figueiredo Campos, presidente do Conselho Diretor do Instituto Terra.

“É um movimento muito importante na medida em que contribui com a cultura da doação ao permitir a qualquer pessoa fazer a diferença participando com muito pouco”, avalia Isabella Salton, diretora executiva do Instituto Terra.

No Instituto Ponte, os valores referentes às doações do Arredondar serão aplicados na formação de novas turmas de estudantes oriundos de famílias de baixa renda e com boas notas em escolas públicas que tenham disposição para enfrentar desafios que podem transformar suas vidas e a de suas famílias. Por meio do Projeto Bom Aluno, que já conta com 85 estudantes, o Instituto Ponte proverá acompanhamento e bolsas nas 10 escolas do Espírito Santo com os melhores resultados no Enem. Além disso, podem ter a possibilidade de se tornar bolsistas em cursos de Inglês, além de várias outras atividades que lhes possibilitarão a busca de um curso superior de qualidade.

O Arredondar é auditado pela empresa PriceWaterhouseCoopers, PWC.

Conheça mais sobre o Movimento Arredondar aqui (http://www.arredondar.org.br)

E sobre o Instituto Ponte aqui (https://www.institutoponte.org.br)

Com a parceria, ações do Programa Olhos D´Água do Instituto Terra beneficiaram produtores rurais das localidades de Baixo Guandu (ES) e de Aimorés (MG)

O Instituto Terra, com o apoio da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, acaba de concluir a proteção de mais de 85 nascentes de afluentes do Rio Doce, nas micro-bacias dos rios Guandu e Mutum, no município de Baixo Guandu-ES, e do rio Capim, em Aimorés-MG.

As ações para proteção e revitalização dos recursos hídricos, incluindo reflorestamento das áreas em torno das fontes de água, fazem parte do Programa Olhos D´Água, desenvolvido pela ONG ambiental desde 2010 e que já promoveu intervenções para ajudar na recuperação de perto de 2 mil nascentes.

O projeto desenvolvido com o apoio da Fundação do Príncipe de Mônaco foi iniciado em outubro de 2016 e beneficiou diretamente 31 pequenas propriedades rurais, que além de receberem como doação os materiais (arame, estacas e grampos) para cercar os olhos d´água, também contaram com a instalação gratuita de 40 estações de tratamento para o esgoto doméstico, modelo Mini-ETEs, com o objetivo de evitar a contaminação do lençol freático na área atendida pelo programa.

Do viveiro do Instituto Terra saíram 7,5 mil mudas nativas de Mata Atlântica para plantio ao redor dos 60 olhos d´água que exigiram intervenção – as outras 25 nascentes apresentaram regeneração natural após o isolamento. Considerando as condições extremas de seca, da aridez do solo, e de escassez de chuva entre os anos de 2016 e 2017, os plantios foram concentrados na última estação chuvosa, com conclusão em janeiro.

Conforme previsto no protocolo de ações do Programa Olhos D´Água, os produtores rurais participantes receberam também informações técnicas para participar ativamente do processo de proteção desses mananciais, engajando-se com o fornecimento da mão-de-obra para construção das cercas.

“Eu sempre soube da importância da água para minha propriedade, então por anos eu sempre procurei proteger minhas nascentes de água, mas eu nunca conseguia os recursos financeiros e o conhecimento técnico necessário para fazer isso com sucesso. Agora, estava aguardando a estação das chuvas para plantar as mudas e completar o trabalho”, disse Júlio Cesar Santos Gomes, um dos proprietários rurais atendidos pelo Instituto Terra no município de Baixo Guandu (ES), com o Programa Olhos D´Água, a partir do apoio da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco. “Estou muito feliz por poder plantar espécies nativas, pois sei que as exóticas precisam de muita água, consumindo boa parte da água produzida pela nascente”, destacou Júlio Cesar.

Entre as ações desenvolvidas pelo projeto consta também a coleta de água de parte das nascentes protegidas, para medir os resultados das ações em termos de quantidade e qualidade da água.

“É muito gratificante perceber o enorme impacto que podemos trazer para o futuro dos produtores beneficiados. É devolver a esperança e a fé em um futuro melhor. Sem este importante apoio da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco não seria possível realizar este trabalho”, conclui Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra.

Esta é a segunda vez que a Fundação Príncipe Albert II de Mônaco destina recursos para o Programa de recuperação de nascentes do Instituto Terra. Na primeira vez foram contempladas 50 nascentes localizadas no município de Aimorés-MG (na micro-bacia do Rio Capim, afluente do Rio Doce), que teve as ações de proteção realizadas entre os anos de 2013 e 2014.

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