Grupo segurador suíço apoia nova etapa de restauração para aumentar biodiversidade da floresta Atlântica plantada na RPPN Fazenda Bulcão, no Vale do Rio Doce

Novembro, 2020 – Foram mais de 20 anos de trabalho intenso para recobrir com o verde da Mata Atlântica uma antiga fazenda de gado, localizada no interior de Minas Gerais, e que estava completamente degradada, com solo e fontes de água exauridos, após anos de exploração pela pecuária extensiva. Com o apoio da Zurich, o Instituto Terra agora avança no desafio de promover o aumento da biodiversidade dessa floresta plantada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Bulcão, sua sede em Aimorés, na região do Vale do Rio Doce.

Nesta nova etapa serão plantadas 1 milhão de mudas de 120 espécies nativas da Mata Atlântica. O trabalho envolve desde a coleta de sementes até a produção das mudas no viveiro do Instituto Terra, além dos plantios e a necessária manutenção para o pleno estabelecimento das plantas no solo.

Os plantios das 100 mil mudas iniciais já foram iniciados em novembro e seguem até a próxima estação chuvosa de 2021.  As etapas seguintes contempladas pela parceria com a Zurich serão realizadas até 2027.

De maneira simbólica, os novos plantios vão registrar inicialmente pelo menos uma árvore para cada um dos 55.000 funcionários da Zurich globalmente. A empresa anunciou que entende que o reflorestamento, por ser um excelente meio de combate às mudanças climáticas, deve ocorrer de uma forma direcionada e responsável para garantir a biodiversidade, protegendo a variedade de vida selvagem e as comunidades locais.

Isabella Salton, diretora Executiva do Instituto Terra, destaca que a reconstrução da floresta na antiga fazenda Bulcão apontou para soluções baseadas na natureza, hoje um princípio fundamental preconizado para o combate ao aquecimento global, a reversão da crise de perda da biodiversidade, a adaptação às mudanças climáticas em curso, e para o desenvolvimento de um uso sustentável e consciente das paisagens rurais.

“A decisão dos fundadores do Instituto Terra, Lélia Wanick e Sebastião Salgado, de refazer a floresta nativa, recompor a biodiversidade de plantas e animais, proteger os solos e favorecer a manutenção de nascentes, riachos e ribeirões, foi uma ação visionária e revolucionária, numa região, país e continente assolados pelo contínuo desmatamento, o uso intensivo e insustentável das terras abertas, que as levam à degradação, ao posterior abandono e ao consequente êxodo rural”, avalia Salton.

Os novos plantios vão ajudar a enriquecer a floresta, que já conta com cerca de 3 milhões de árvores plantadas em aproximadamente 700 hectares da RPPN Fazenda Bulcão, uma área que equivale ao tamanho de cerca de 850 campos de futebol de tamanho oficial. É um importante passo adicional ao projeto de reflorestamento em curso, que num primeiro momento objetivou a proteção do solo, a melhoria das condições edáficas e a disponibilidade de alimento à fauna – o que também contribui para a regeneração da floresta, aumentando a polinização e dispersando sementes.

Os novos plantios vão justamente ajudar a ampliar o processo de restauração de aspectos e características originais do bioma Mata Atlântica. O objetivo é aumentar a presença de espécies arbóreas atrativas da fauna, o que também deve levar ao aumento da deposição de sementes trazidas de florestas remanescentes vizinhas, gradualmente levando a um progressivo aumento da biodiversidade florestal local. Os novos plantios devem ainda introduzir espécies arbóreas que décadas mais à frente permitirão que o ecossistema florestal em recuperação seja capaz de indefinidamente se autoperpetuar.

A Zurich tem a ambição de ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto socioambiental do mundo, o que torna coerente o apoio à iniciativa do Instituto Terra. “Temos um compromisso global e uma clara missão em todos os aspectos da sustentabilidade. O Grupo ocupa hoje o topo do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, resultado do seu esforço e o papel ativo na transição para uma economia mais sustentável. Além disso, é parceiro do Fórum Econômico Mundial na produção do único Relatório de Riscos Globais do mundo que orienta as lideranças mundiais sobre decisões importantes, em todos os aspectos, sobretudo ambiental, que impactam diretamente no desenvolvimento social e econômico”, comenta o Diretor Executivo de Estratégia, Marketing e Inovação da Zurich no Brasil, Rodrigo Barros.

De acordo com Rodrigo, como o Instituto Terra também apoia as comunidades locais por meio de diversos projetos educacionais e de preservação da água, a Zurich entende que o seu apoio colaborará para a melhora direta da qualidade de vida das comunidades, e indiretamente de outras pessoas que de alguma forma vão se beneficiar da iniciativa. “O plantio das árvores ajuda, indiretamente, a todo o planeta. Isto vai ao encontro do propósito da Zurich: o de zerar as emissões de carbono até 2050, razão pela qual o Grupo passou a integrar a Net-Zero Asset Owner Alliance, da Organização das Nações Unidas (ONU)”, finaliza.

 

Sobre o Instituto Terra

Fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e Sebastião Salgado, o Instituto Terra é uma associação civil, sem fins lucrativos, que promove há 22 anos a recuperação da Mata Atlântica e das fontes de água na área da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Atua por meio da restauração ecossistêmica, produção de mudas nativas, extensão ambiental, pesquisa científica aplicada e educação ambiental, em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sua sede se localiza na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), área reconhecida como Reserva de Patrimônio Natural (RPPN). www.institutoterra.org

 

Sobre a Zurich no Brasil

A seguradora Zurich soma o conhecimento do mercado brasileiro, no qual tem mais de 80 anos de experiência, à expertise internacional em soluções de seguros multicanal. A Zurich atesta solidez financeira e segue rígido padrão global de conduta, praticado em todas as suas operações. Dedica-se a compreender as necessidades dos clientes e oferece soluções para pessoas físicas e jurídicas, de pequenas empresas a multinacionais. Tendo o Brasil na sua estratégia de crescimento, e decidida a contribuir com o desenvolvimento social e econômico do país, visando o médio e longo prazo, a companhia dispõe de produtos e serviços sob medida para este mercado. Saiba mais em www.zurich.com.br.

Zurich Insurance Group (Zurich) é uma seguradora líder multicanal que apresenta soluções para seus clientes e parceiros na esfera local e global. Com cerca de 55 mil colaboradores, fornece uma ampla gama de serviços e produtos em Seguros de Vida e de Ramos Elementares em mais de 215 países e territórios. Entre os clientes da Zurich encontram-se indivíduos, pequenas e médias empresas, assim como grandes empresas e multinacionais.  O Grupo está sediado em Zurich, Suíça, onde foi fundado em 1872. O Zurich Insurance Group Ltd (ZURN) está listado no Six Swiss Exchange e tem o Nível I no programa American Depositary Receipt (ZURVY), que é transacionado fora da bolsa no OTCQX. Saiba mais em www.zurich.com.

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Eduarda Petronilho – 11 97087-2189

Os povos indígenas do Brasil enfrentam uma grave ameaça de genocídio por causa da pandemia do coronavirus.

Os povos indígenas do Brasil enfrentam uma grave ameaça à sua própria sobrevivência com o surgimento da pandemia do Covid-19. Há cinco séculos, esses grupos
étnicos foram dizimados por doenças trazidas pelos colonizadores europeus. Ao longo do tempo, sucessivas crises epidemiológicas exterminaram a maioria de
suas populações. Hoje, com esse novo flagelo se disseminando rapidamente por todo o Brasil, comunidades nativas, algumas vivendo de forma isolada na Bacia
Amazônica, poderão ser completamente eliminadas, desprovidas de qualquer defesa contra o coronavírus.

Sua situação é duplamente crítica, porque os territórios reconhecidos para uso exclusivo de populações autóctones estão sendo ilegalmente invadidos por garimpeiros,
madeireiros e grileiros. Essas operações ilícitas se aceleraram nas últimas semanas, porque as autoridades brasileiras responsáveis pelo resguardo dessas áreas foram
imobilizadas pela pandemia. Sem nenhuma proteção contra esse vírus altamente contagioso, os índios sofrem um risco real de genocídio, por meio de contaminações
provocadas por invasores ilegais em suas terras.

Diante da urgência e da seriedade dessa crise, como amigos do Brasil e admiradores de seu espírito, cultura, beleza, democracia e biodiversidade, apelamos ao
Presidente da República, Sua Excelência Sr. Jair Bolsonaro, e aos líderes do Congresso e do Judiciário a adotarem medidas imediatas para proteger as populações
indígenas do país contra esse vírus devastador.

Esses povos são parte da extraordinária história de nossa espécie. Seu desaparecimento seria uma grande tragédia para o Brasil e uma imensa perda para a
humanidade. Não há tempo a perder.

https://institutoterra.org/wp-content/uploads/2020/05/Apelo-as-Liderancas-Brasileiras.pdf

Respeitosamente,

Príncipe Albert II de Mônaco (Presidente da Fundação Príncipe Albert II) / Pedro Almodóvar (Cineasta, Espanha) / Tadao Ando (Arquiteto, Japão) / Juliette Binoche (Atriz, França) / Chico Buarque (Escritor, Compositor e cantor, Brasil) / Gisele Bündchen (Modelo, Brasil) / Christo (Artista,EUA) / Santiago Calatrava (Arquiteto, Espanha) / Naomi Campbell (Modelo, Reino Unido) / Glenn Close (Atriz, EUA) / Alfonso Cuarón (Cineasta, México) / Lord Norman Foster (Arquiteto,Reino Unido) / Gilberto Gil (Compositor e cantor, Brasil) / Richard Gere (Ator, EUA) / Alejandro González Iñarritu (Cineasta, México) / Dr. Jane Goodall DBE (Fundadora do Instituto Jane Goodall) / Mensageira da Paz das UN, Reino Unido) / Tarja Halonen (Ex Presidente da República da Finlândia) / Lena Herzog (Artista e fotógrafa, Alemanha) / Werner Herzog (Cineasta, Alemanha) / David Hockney (Artista, Reino Unido) / Luciano Huck (Apresentador de TV, Brasil) / Nicolas Hulot (Ativista Ambiental, França) / Alejandro González Iñarritu (Cineasta, México) / Sir Jonathan Ive (Designer, Reino Unido) / Bianca Jagger (Fundação dos Direitos Humanos Bianca Jagger, Nicarágua) / Kerry Kennedy (Presidente da Fundação Robert F. Kennedy dos Direitos Humanos, EUA) / Maritta Koch Weser (Antropóloga e Ambientalista, Alemanha) / Rem Koolhaas (Arquiteto, Holanda) / Guilherme Leal (Empreendedor, Brasil) / Thomas Lovejoy (Cientista, EUA) / James Lovelock (Cientista, Reino Unido) / Sir Paul McCartney (Cantor, Reino Unido) / Madonna (Cantora, EUA) / Terrence Malick (Cineasta, EUA) / Michael Mann (Produtor de cinema, EUA) / João Carlos Martins (Pianista e chefe de orquestra, Brasil) / Fenando Meirelles (Cineasta, Brazil) / Beatriz Milhazes (Artista, Brasil) / Marc Newson (Designer, Australia) / Carlos Nobre (Cientista, Brasil) / Jean Nouvel (Arquiteto, França) / Renzo Piano (Arquiteto, Senador vitalício, Itália) / Brad Pitt (Actor,US) / Christian Portzamparc (Arquiteto, França) / Elizabeth Portzamparc (Arquiteta, Brasil) / Elisabeth Rehn (Ministra de Estado, Finlândia) / Yasmina Reza (Escritora, França) / Matthieu Ricard (Escritor, fotógrafo, monge budista, França) / Alan Riding (Escritor, Brasil, Reino Unido) / Jeffrey Sachs (Economista, EUA) / Julian Schnabel (Pintor, EUA) / Lélia Deluiz Wanick Salgado (Designer, Brasil, França) / Sebastião Salgado (Fotógrafo, Brasil, França) / Susan Sarandon (Atriz, EUA) / Patti Smith (Cantor, EUA) / Sylvester Stallone (Ator, EUA) / Sting (Cantor, Reino Unido) / Oliver Stone (Cineasta, EUA) / Meryl Streep (Atriz, EUA) / Trudie Styler (Atriz, Reino Unido) / Benedict Taschen (Editor, Alemanha) / Guillermo del Toro (Cineasta, Mexico) / Mario Vargas Llosa (Escritor Prêmio Nobel, Perú) / Caetano Veloso (Compositor e cantor, Brasil) / Ai Weiwei (Artista, China) / Wim Wenders (Cineasta, Alemanha) / Oprah Winfrey (Atriz, Produtora et Apresentadora TV, EUA) / Timothy Wirth (Ex Senador, Presidente Emérito da UN Foundation, EUA).

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Responsável pela publicação, Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado.

O Instituto Terra, em parceria com a ONU Meio Ambiente e a ELTI (Iniciativa de Liderança e Capacitação Ambiental), desenvolveram de março a novembro de 2019 um curso sobre processos e indicadores que regem o monitoramento de áreas de restauração florestal. O conteúdo envolveu conhecimento sobre processos ecológicos, biofísicos e sociais do monitoramento de restauração de paisagens, bem como de desenvolvimento de planos de monitoramento e de manejo adaptativo individuais.

O curso atendeu a um público variado, incluindo consultores, especialistas, extensionistas, gestores de órgãos de governo, da iniciativa privada e de instituições do terceiro setor envolvidos em projetos de restauração de paisagens florestais nos diferentes biomas brasileiros. O curso contou com a participação de especialistas da rede de parceiros da Universidade de Yale, que produziu o material didático, além de mentores da ELTI, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e palestrantes convidados.

https://elti.yale.edu/events/monitoring-forest-restoration-adaptive-management

Uma das missões do Instituto Terra é replicar o conhecimento adquirido na recuperação de áreas degradadas de Mata Atlântica no Vale do Rio Doce. Neste sentido, 35 alunos da área rural da Escola Família Agrícola de Setúbal (Efaset), de Malacacheta-MG, participaram em outubro de um curso intensivo sobre restauração ecossistêmica e implantação de viveiros de mudas nativas da Mata Atlântica na própria RPPN Fazenda Bulcão, sede da ONG ambiental em Aimorés-MG.

A criação de abelhas nativas sem ferrão (Meliponicultura), o uso de GPS e atividades de intercâmbio com alunos do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (Nere), do Instituto Terra, também fazem parte das atividades previstas para serem realizadas até o próximo dia 24. “O objetivo das atividades é enriquecer as atividades de educação socioambiental da EFaset, com conteúdos que possam ser replicados nas regiões de origem de cada um”, explica Andressa Catharina Mendes Cunha, orientadora Educacional do Nere.

A visita técnica é resultado de uma parceria entre Instituto Terra e Suzano, para o projeto Nascentes do Mucuri. Participam das atividades junto com os alunos o diretor da Efaset, José Carlos Lopes Pereira, o coordenador Técnico Chanderson Ernani e os técnicos do Projeto Nascentes do Mucuri Ivan Pereira Nery e Adilana Alves Pinto.

Os resultados alcançados pelo Instituto Terra no reflorestamento de uma antiga fazenda gado, degradada após anos de pecuária extensiva, foi apresentando em evento no mês de outubro, na República Tcheca, dentro da programação do Fórum de Inspiração do Festival Internacional de Cinema e Documentários Ji.hlava – JI.HLAVA IDFF 2019. É um festival europeu significativo de trabalho documental artístico e criticamente reflexivo.

A diretora executiva Isabella Salton apresentou, como uma palavra de esperança, as ações desenvolvidas pelo Instituto Terra na recuperação de Mata Atlântica, na proteção de nascentes do Rio Doce e educação ambiental de comunidades que vivem na região do Vale do Rio Doce.

Realizado anualmente, por meio de debates, palestras, entrevistas e diálogos documentais, o Inspiration Forum analisa assuntos importantes do presente e do futuro. Na oportunidade, Isabella Salton também participou de entrevistas e de um júri na seção Between the Seas, uma competição de cases de países da Europa Central e Oriental, incluindo suas inter-relações históricas, políticas e culturais em relação ao tema proposto pelo evento.

O Instituto Terra em parceria com o Sebrae-MG e a Embaixada do Canadá promovem o “Seminário FuturAÇÃO – um passo para a sustentabilidade da Bacia Hidrográfica do Rio Doce”. O evento será realizado no dia 02 de Outubro, a partir das 9h, no Cineteatro Terra, na RPPN Fazenda Bulcão, sede da ONG ambiental em Aimorés-MG. Em debate, temas que estimulem a prática da sustentabilidade, da inovação e do diálogo envolvendo sociedade, empresas e governos, tendo como público-alvo lideranças públicas e privadas, e a sociedade organizada da região do Vale do Rio Doce.

Cláudia Rosa, assessora de Relações Públicas da Embaixada do Canadá no Brasil, participa da abertura do evento, que terá palestra de Rachel Biderman, diretora Executiva da WRI Brasil sobre “Restauração Ecossistêmica: soluções sustentáveis em clima, floresta e cidades”

Anderson Cabido, mestre em Administração pela UFMG, vai palestrar sobre “Conexões possíveis: como o diálogo social pode contribuir para uma nova visão do desenvolvimento econômico nos territórios”, a partir das 10h45.

Na parte da tarde, Fábio Júlio Magalhães Pessoa, mestre em Turismo e Meio Ambiente pela UNA/BH vai abordar o tema “Sustentabilidade”, seguido por uma apresentação de Márcio Soares, da Seltec Energia Solar, sobre “Inovação no Segmento de Energia”.

As vagas são limitadas e a entrada é um pacote de fralda geriátrica descartável (M ou G). O total arrecadado será doado ao Asilo Jesus Nazareno de Aimorés/MG. O evento tem apoio da Unipac Aimorés, Rede Vidas e Sicoob Credicope.

Uma escola em que os alunos aprendem na prática a recuperar áreas degradadas de Mata Atlântica. Assim funciona o Núcleo de Educação em Restauração Ecossistêmica do Instituto Terra (Nere), que entre julho e agosto de 2019 proporcionou aos jovens residentes a participação direta no desenvolvimento de um projeto de mitigação e recuperação ambiental, enriquecimento florestal e paisagismo para o Frígorífico Boi Gordo, de Aimorés-MG.

Os técnicos em formação pelo curso de Agentes de Restauração Ecossistêmica tiveram a oportunidade de participar de atividades como a implantação de cortinamento vegetal adensado, enriquecimento de reserva legal, paisagismo na área administrativa e na área de indústria e ações de educação ambiental para público interno do frigorífico.

Para a criação de um cortinamento vegetal e seu adensamento (em que área do frigorífico foi realizado) foi realizado o plantio de 45 mudas de diferentes espécies nativas, além de outras 1.200 mudas da espécie “sanção-do-campo”, atendendo às orientações técnicas do processo de licenciamento ambiental do frigorífico. Os alunos do Nere também apresentaram palestra para o público interno do frigorífico sobre o tema: “Noções Básicas de Meio Ambiente e Sustentabilidade”.

No Instituto Terra, as abelhas do tipo sem ferrão tornaram-se importantes parceiras no trabalho de reflorestar a Mata Atlântica. Desde maio de 2019 um meliponário – coleção de colmeias de abelhas sem ferrão (Meliponíneos) de vários tipos – está instalado na sede da instituição, na área reflorestada da RPPN Fazenda Bulcão.

Também conhecidas como abelhas da terra, abelhas indígenas, abelhas nativas ou abelhas brasileiras, as abelhas sem ferrão vivem em colônias e são consideradas polinizadoras, por excelência, das plantas nativas. Por isso possuem uma elevada importância ecológica, econômica e até mesmo estética.

Todas as atividades relacionadas à meliponicultura estão sendo conduzidas pelos estudantes do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (NERE) da ONG ambiental. São técnicos agrícolas, ambientais, agrários e florestais recém-formados, que durante o período de um ano, em regime de semi-internato, participam das atividades restaurativas desenvolvidas pelo Instituto Terra na região e na própria RPPN, dentro do Curso de Formação de Agentes em Restauração Ecossistêmica, oferecido de forma gratuita anualmente.

“Se as abelhas são importantes para a floresta, são importantes para toda a rede de animais que vive aqui também. Além disso, por se tratar de espécies dóceis e sem riscos para as pessoas, poderemos por meio de atividades de educação ambiental, informar sobre a importância da preservação das abelhas nativas”, explica a Orientadora Educacional do Instituto Terra, Andressa Catharina.

Para Andressa Catharina, esse trabalho iniciado pelo Instituto Terra, e que já é praticado por meliponicultores em todo Brasil, é muito importante para incentivar a preservação e criação de abelhas nativas, e desse modo protegê-las da extinção. “Estaremos assim contribuindo, não apenas para a sobrevivência da espécie humana, mas para toda a rede de polinização e fortalecimento de espécies nativas florestais, e por consequência para a produção de alimentos e sobrevivência da fauna”, afirma.

O Instituto Terra realizou em 2019 cursos de meliponicultura, abertos à comunidade, por meio de uma parceria com o SENAR Minas e Sindicato dos Produtores Rurais de Aimorés. Na oportunidade os alunos do NERE e os colaboradores do Instituto Terra, bem como integrantes da comunidade local interessados, puderem aprender melhor sobre a biologia, criação e especificidade das abelhas nativas. O curso deve entrar no calendário anual de atividades da instituição.

As espécies presentes nas colmeias do Instituto Terra são as seguintes:

Grupo Trigonas
– Iraí (Nannotrigonatestaceicornis)
– Jataí (Tetragoniscaangustula)
– Lambe-Olhos (Leurotrigonamuelleri)
– Mirim (Plebeia droryana)

Grupo Melíponas
Mandaçaia (Meliponaquadrifasciata)
Manduri amarela (MeliponamarginataRufis)
Uruçu amarela (Meliponamondury)

A luta pelo equilíbrio ambiental não tem fronteiras. Sediada na França, a Fundação Lemarchand é uma importante incentivadora das ações do Instituto Terra na recuperação da Mata Atlântica e do Rio Doce.

Ao longo dos últimos anos, já apoiou ações de reflorestamento e custeio de gastos com gestão administrativa da ONG ambiental fundada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado. No ano de 2019 voltou a destinar recursos, desta vez para apoiar na continuidade da formação de novos alunos no curso de de formação de “Agentes de Restauração Ecossistêmica”.

Organização filantrópica familiar criada há 11 anos com a missão de apoiar projetos que visam reconectar o homem à natureza, a Lemarchand assumiu o compromisso de destinar 27 mil Euros por ano, entre 2019 e 2021, para garantir a formação de três alunos a cada turma anual do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (Nere).

Acreditamos que a educação é a única maneira de ter um impacto verdadeiramente positivo em nossas práticas ecológicas humanas e, portanto, em nosso meio ambiente a longo prazo”, disse Laure Fourteau-Lemarchand, da Fundação Lemarchand.

Laure ressalta que ao ensinar às novas gerações como viver de maneira a não prejudicar o meio ambiente e até restaurar os ecossistemas, o Instituto Terra está construindo uma nova maneira de pensar em nosso relacionamento com a natureza. “É exatamente isso que a Fundação Lemarchand visa: tornar novamente harmoniosa a relação entre homem e natureza”, acrescenta. “Esperamos que esses jovens que se formam no programa do Instituto Terra sejam os líderes locais de amanhã, capazes de disseminar ainda mais essas novas práticas e convencer seus pares de nossa necessidade vital de ter um relacionamento respeitoso com a Natureza”, justifica Laure Fourteau-Lemarchand.

O curso – A capacitação em recuperação de áreas degradadas de Mata Atlântica e proteção de nascentes é uma das principais iniciativas do Instituto Terra na área de Educação Ambiental. Oferecida gratuitamente desde 2005, a formação é voltada para técnicos agrícolas, agropecuários, ambientais e florestais recém-formados, e já capacitou mais de 170 técnicos. Esses jovens aprendem na prática, participando dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Terra na área de reflorestamento, proteção de nascentes e desenvolvimento rural sustentável. Com a oferta de 20 vagas anualmente, o curso funciona em uma estrutura própria na RPPN Fazenda Bulcão, que tem capacidade para alojar gratuitamente os estudantes durante o período de formação, que dura um ano. Saem aptos a atuar como incentivadores do desenvolvimento rural sustentável, auxiliando os pequenos produtores rurais, em suas cidades de origem. Em 2019, o Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica também recebeu apoio da Fundação Genevoise.

Lamentavelmente, após três anos da tragédia de Mariana, recebemos com a mais profunda tristeza a notícia do desastre em Brumadinho (MG) devido ao rompimento de barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale, na última sexta-feira (25). Não podemos deixar de manifestar nossa solidariedade a todas as famílias atingidas.

A tragédia que se repete em Minas Gerais fere profundamente o sentimento de todos nós, sobretudo pelas vidas sacrificadas. Também são inestimáveis os sérios impactos ambientais, sociais e culturais relacionados. Esses impactos são os que afetaram e afetam até hoje milhões de pessoas que vivem na área da bacia do Rio Doce atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, e que agora se replicam atingindo também a área do rio Paraopeba, um dos principais afluentes do rio São Francisco.

Nunca é fácil lidar com uma tragédia. Mas, diante de mais uma, cabe refletir principalmente sobre o que não se aprendeu com o desastre de Mariana. Isso extrapola questões judiciais, indenizatórias, de compensação ou de reparação. Se já sabemos que a natureza impõe o seu próprio tempo, para a vida humana, o tempo é agora.

Minas Gerais conta com centenas de barragens como a de Mariana e a de Brumadinho, que dão vazão à atividade econômica da mineração. Atividade que tanto representa e traz divisas para o País, mas que definitivamente expõe uma ferida que faz sangrar toda a nação.

Não podemos admitir novas tragédias dessa magnitude, em virtude de erros que já deveriam ter sido sanados. É preciso que sejam entendidas as causas, apuradas as responsabilidades e definidas ações em vários níveis, que eliminem este tipo de ameaça. Não podemos esquecer que toda e qualquer atividade, seja extrativa ou de restauração, só faz sentido na perspectiva da biodiversidade na qual o ser humano faz parte. (Instituto Terra)

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