Durante a SIPAT, instituição reforça uma cultura de cuidado, prevenção e responsabilidade coletiva
O dia na floresta começa cedo. Com os primeiros raios de sol, muitos colaboradores do Instituto Terra já estão na sede para participar do Diálogo Diário de Saúde e Segurança (DDSS), conferir equipamentos, receber orientações e se preparar para entrar em campo.
Essa rotina de cuidado acompanha todas as frentes de atuação da instituição. Em um lugar marcado pelo trabalho diário em viveiros, trilhas, áreas em restauração e atividades agrícolas, falar sobre saúde e segurança também é falar sobre responsabilidade coletiva.
Desde o dia 11 de maio de 2026, o Instituto Terra realiza mais uma edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). Ao longo da programação, temas como conscientização no trânsito, cuidados com a pele, saúde mental e prevenção de doenças ampliam a conversa sobre segurança para além dos protocolos.
Porque mais do que remediar, é preciso prevenir.
Segurança também se cultiva
No Instituto Terra, a prevenção faz parte do cotidiano. Treinamentos e reciclagens periódicas ajudam a fortalecer práticas de segurança e a consolidar uma cultura de cuidado que acompanha o trabalho das equipes diariamente. Todos os colaboradores recebem capacitação adequada às atividades que desempenham, desde o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) até procedimentos específicos para operações em campo, condução de veículos e operação de maquinário.
Esse cuidado também se reflete na evolução das práticas adotadas pela instituição. Atividades que antes exigiam maior esforço físico e exposição a riscos, como a roçada manual com foice ou a abertura de berços com enxadão, hoje contam com ferramentas mais adequadas, como roçadeiras a gasolina e perfuradores de solo, sempre acompanhadas de capacitações e protocolos de segurança.
Antes das atividades em campo, as equipes revisam equipamentos, alinham orientações e se preparam com os itens de proteção necessários para cada atividade, como botas, perneiras e luvas. Nos viveiros e demais áreas operacionais, o cuidado também aparece no manejo adequado de ferramentas, na organização dos espaços e na atenção constante às condições de trabalho. Já nos deslocamentos para visitas aos produtores parceiros, a atenção no trânsito e o respeito aos limites de velocidade também fazem parte da rotina.
Esse compromisso tem reflexos concretos: até o dia 12 de maio de 2026, o Instituto Terra segue a contagem de 316 dias sem acidentes com afastamento, resultado de um trabalho contínuo de prevenção e conscientização. Porque aqui, segurança não é apenas um protocolo: é parte essencial da forma como o trabalho é realizado, assim como o cuidado com a saúde física e mental.
Para o diretor executivo do Instituto Terra, Sérgio Rangel, olhar para as pessoas também faz parte da missão da instituição: “Sem os colaboradores, não existe Instituto Terra. Saúde e segurança são valores fundamentais, que devem ser colocados em primeiro lugar sempre. Precisamos promover um ambiente que garanta que, ao final de cada dia, todas as pessoas saiam pela porteira da mesma forma como entraram: vivas, saudáveis e em segurança”, afirma.
O cuidado que sustenta a restauração
Essa percepção também é compartilhada por quem vive essa rotina diariamente.
“Para mim, o Diálogo Diário de Saúde e Segurança é importante porque a primeira pessoa que precisa de atenção somos nós mesmos. Precisamos cuidar do nosso corpo físico e da saúde mental, porque há pessoas importantes aguardando a nossa volta para casa. Por isso, procuro colocar em prática tudo o que aprendemos no DDSS. A prevenção é a melhor solução para chegarmos bem no fim do dia e abraçarmos quem amamos”, compartilha Renivaldo de Andrade, supervisor de implantação e manutenção florestal.
Ao longo da SIPAT, os encontros e atividades reforçam justamente essa ideia: segurança também envolve bem-estar, escuta, atenção ao outro e construção coletiva de ambientes mais saudáveis.
Em um trabalho que transforma paisagens todos os dias, existe algo que sustenta cada muda plantada, cada trilha percorrida e cada área restaurada: o cuidado com as pessoas que tornam tudo isso possível.
Porque restaurar a terra também começa por preservar vidas.
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