Muito mais do que árvores, a sede da organização proporciona encontros inesperados com quem voltou a habitar a floresta
Visitar o Instituto Terra vai muito além de ver árvores e cores – embora isso, por si só, já seja incrível. Em seus quase 30 anos de existência, a instituição transformou uma área degrada em uma floresta viva, que trouxe de volta algo muito especial: animais. Hoje, mais de 228 espécies habitam esse lugar.
Cada um deles, das aves aos mamíferos, mostra que a restauração está funcionando e proporciona uma experiência única de encontros inesperados. Quem passa por nossa sede tem grandes chances de ver alguns animais caminhando. Conheça cinco deles:
Anu-preto (Crotophaga ani)

Com coloração toda preta e cauda alongada, essa ave, além de exalar um cheiro forte característico até para os seres humanos, é extremamente sociável e se diverte ao “conversar” de forma descontraída. Tem grande habilidade de pular e correr pela ramagem e possui mais de doze vocalizações diferentes – de pios de alarme a gritos para avisar sobre predadores.
Caxinguelê (Sciurus aestuans)

Nativo da Mata Atlântica e da Amazônia, é um roedor ágil de cauda peluda, conhecido por um importante trabalho: dispersar sementes ao enterrá-las e “esquecê-las”, o que garante uma grande contribuição para o reflorestamento. Essa espécie, que pode saltar até 5 metros, vive em árvores e é capaz de descer pelos troncos de frente, ou seja, de cabeça para baixo.
Jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria)

Resistente, esse animal é um dos que mais vive e um dos mais antigos do Brasil, sendo considerado um fóssil vivo que já passou por diversas transformações do planeta. Costuma viver de forma solitária e possui uma dieta variada, se alimentando de frutas, fungos, folhas, pequenos insetos e até das próprias fezes.
Quati (Nasua nasua)

Ágil e curioso, esse mamífero vive em grupos e tem hábitos noturnos ou crepusculares, mas, ao mesmo tempo, se destaca por seu comportamento diurno e sociável. Uma curiosidade interessante é que, apesar de se locomoverem com mais frequência pelo solo, esses animais são excelentes nadadores e conseguem escalar árvores facilmente, o que lhes garante maior proteção.
Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)

Maior roedor do mundo, essa espécie é herbívora –gramíneas, plantas ciliares e aquáticas são os principais alimentos consumidos – e tem hábitos semiaquáticos. Vive em bandos e é territorialista, podendo entrar em confrontos agressivos caso uma capivara de outra comunidade invada seu espaço.
Mais do que observar animais, visitar o Instituto Terra é testemunhar, de perto, o resultado de um trabalho contínuo de regeneração da natureza. Cada espécie que retorna à floresta reforça que restaurar é possível — e urgente.
Se você quer viver essa experiência e entender como a restauração transforma paisagens e histórias na prática, vale a pena conhecer de perto a sede da instituição. E, para quem não pode visitar agora, existem outras formas de fazer parte desse movimento: apoiando, divulgando e contribuindo para que mais áreas possam se tornar florestas vivas novamente.