Data enfatiza a importância do meio ambiente para o sustento da agricultura familiar e comunitária, o aumento da produtividade e a proteção das bacias hidrográficas
As florestas estão presentes no nosso dia a dia de formas que nem sempre percebemos. Mesmo sendo responsáveis por regular o clima, proteger nascentes, abrigar a biodiversidade e sustentar a vida de milhões de pessoas, elas seguem sendo ameaçadas em diferentes partes do mundo.
Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional das Florestas convida à reflexão sobre a importância de preservar, conservar e restaurar esses ecossistemas, que são fundamentais para o equilíbrio ambiental e para o futuro das próximas gerações.
Um tema que conecta natureza e desenvolvimento
Proclamado em 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Dia Internacional das Florestas celebra um tema diferente a cada ano. Em 2026, o escolhido foi Florestas e Economia, com o objetivo de evidenciar o papel do meio ambiente na promoção da prosperidade econômica e social.
Para além da geração de renda e empregos em setores florestais e comerciais – de matérias-primas e alimentos, por exemplo –, a data enfatiza a importância da natureza para o sustento da agricultura familiar e comunitária, o aumento da produtividade e a proteção das bacias hidrográficas.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que US$ 44 trilhões do PIB mundial dependam do meio ambiente, incluindo as florestas, que são essenciais para reduzir o custo da produção de água potável, armazenar carbono e moderar temperaturas, contribuindo para proteger as economias de desastres climáticos.
Não por acaso, durante a COP30, que ocorreu em outubro de 2025, um dos assuntos mais abordados e explorados foi a sociobioeconomia, uma nova lógica baseada na restauração, no uso sustentável da biodiversidade e no fortalecimento de economias locais.
Como as florestas sustentam a economia e a vida
Dentro desse modelo econômico, a floresta é um elemento central. Hoje, cerca de 5,8 bilhões de pessoas utilizam produtos florestais não madeireiros em seu dia a dia (ONU, 2026), como alimentos, medicamentos, resinas, plantas ornamentais e forragem.
As florestas também abrigam uma grande quantidade de espécies vegetais e animais. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 80% da biodiversidade terrestre mundial vive nesse ambiente que, infelizmente, está ameaçado pelo desmatamento, pela degradação florestal e pelas mudanças climáticas.
As florestas também influenciam diretamente a regulação do clima e o regime de chuvas. Sua relação com a água é evidente, já que três quartos da água potável vêm de bacias hidrográficas protegidas pelas árvores e plantas, que contribuem para o controle da erosão e evitam que uma grande quantidade de sedimentos chegue até a água.
Em outras palavras, a vida humana depende diretamente das florestas. Tudo – ou quase tudo – de que precisamos para sobreviver está, direta ou indiretamente, ligado ao meio ambiente. A perda florestal custa caro e não apenas na questão financeira, mas no bem-estar humano, animal e vegetal.
Floresta e agricultura: uma relação possível
Como parte de sua missão, o Instituto Terra atua não apenas na restauração de ecossistemas, mas também no desenvolvimento de relações saudáveis entre a floresta e a agricultura por meio do programa Terra Doce.
A iniciativa de desenvolvimento rural sustentável engloba quatro dimensões necessárias:
- Capital natural: ações de restauração e agricultura regenerativa;
- Capital humano: formação de pessoas nas comunidades onde atua;
- Capital social: fortalecimento do senso de pertencimento e do engajamento comunitário;
- Capital financeiro: estruturação de cadeias produtivas sustentáveis.
Juntas, essas dimensões transformam a relação com a terra, a renda, a autonomia, o conhecimento, a educação e a permanência no território. E ainda contribuem para um equilíbrio entre meio ambiente e produção, algo que precisa acontecer se quisermos ter um futuro saudável.
Por isso, nesse Dia Internacional das Florestas, te convidamos a conhecer e apoiar o programa Terra Doce. Uma iniciativa em que a vegetação segue retornando ao seu tempo, assim como ocorreu na RPPN do Instituto Terra nos últimos 27 anos, mas em um novo modelo de desenvolvimento.