Iniciativa contribuiu para compensar as emissões de carbono da temporada, que celebrou 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países
A Temporada França-Brasil 2025, iniciativa bilateral que promoveu uma ampla programação cultural, artística, acadêmica e institucional entre os meses de agosto e dezembro, trouxe uma novidade em relação às edições anteriores ao firmar uma parceria com o Instituto Terra em um projeto de restauração ecossistêmica.
Para neutralizar a pegada ambiental gerada pelo circuito – que reuniu mais de 300 eventos em todo o território brasileiro –, o Instituto Terra transformou compromisso em ação concreta. Por meio de uma doação voltada à compensação das emissões de carbono da temporada, foram plantadas 1.706 árvores nativas em sua Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), em Aimorés (MG).
Segundo Carolina Sampaio, head de Desenvolvimento Institucional do Instituto Terra, a cooperação entre as organizações tem um papel importante: “É algo que nos convida à reflexão sobre os impactos da mobilidade internacional e reforça a importância da responsabilidade ecológica, da justiça climática e da reconexão com a terra, tendo a educação ambiental como eixo transformador”.
Durante o mês de dezembro de 2025, as mudas foram incorporadas ao solo em uma área adjacente à Fazenda Bulcão, na Fazenda Maria Bonita, adquirida pelo Instituto Terra em 2024. O plantio contribuiu para a expansão das áreas restauradas e marca um novo capítulo na trajetória da ONG na restauração da Mata Atlântica.
“A cooperação estratégica com o Institut Français trouxe avanços significativos aos nossos projetos. Essa parceria reforça o compromisso do Instituto Terra e da Temporada França-Brasil com a neutralidade de carbono e a promoção de práticas sustentáveis em escala internacional, alinhando-se aos objetivos globais de combate às mudanças climáticas”, complementa Carolina.
O plantio seguiu todas as etapas da cadeia de restauração, desde a coleta de sementes, o preparo das mudas e do solo até a implantação em campo. As áreas restauradas continuarão sendo monitoradas pelo Instituto Terra por um período de dois anos, garantindo o desenvolvimento das espécies.
A cooperação entre o Instituto Terra e a Temporada França-Brasil nasce do solo e se projeta no futuro, mostrando que cultura, diplomacia e restauração ambiental podem caminhar juntas.
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