Instituto Terra celebra o lançamento do seu novo site e blog – o mais novo espaço para semear conhecimento, contar histórias e inspirar pessoas
Iniciamos este post com uma celebração: hoje, dia 24 de outubro de 2025, o Instituto Terra lança seu novo site e, com ele, seu blog — o mais novo espaço de compartilhamento de ideias, conhecimentos, experiências, aprendizados e sonhos.
Sim, sonhos também, porque afinal, nascemos de um: o de Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado, de ver renascer a floresta em um lugar onde antes só havia pasto degradado. Em 1998, o desejo de transformar a antiga fazenda da família em um território de vida deu origem a um projeto que inspira o mundo pela força do exemplo.
Como tudo o que é vivo, essa história começou com uma semente — e é justamente a partir delas, as sementes, que floresce este novo capítulo.
O site do Instituto Terra e, consequentemente, o blog chegam como desdobramentos de um projeto de coleta de sementes nativas da Mata Atlântica, realizado com o suporte do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMA) — do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) —, por meio da Plataforma Semente, a quem deixamos nosso sincero agradecimento.
Metaforicamente, essa iniciativa é o sangue e o oxigênio que mantêm vivo o coração do Instituto Terra: o viveiro.
Em outras palavras, a coleta de sementes — que ganhou novos patamares nos últimos dois anos com essa parceria — é um passo essencial para que possamos seguir gerando novas mudas para a restauração da bacia do Rio Doce com o que uma floresta precisa e merece: diversidade de espécies.
Esse trabalho é conduzido com critérios técnicos e responsabilidade ambiental, garantindo um processo seguro de coleta em fragmentos preservados da Mata Atlântica. A Plataforma Semente permitiu que o Instituto Terra ampliasse sua atuação, aprimorando os cursos de capacitação para os colaboradores e alunos do Núcleo de Estudos em Restauração Ecossistêmica (NERE), fortalecendo o time de coletores e expandindo o raio de alcance para até 200 km da RPPN Fazenda Bulcão.
O projeto também reforçou o diálogo com proprietários rurais e comunidades da região, gerando uma maior conscientização sobre a importância da coleta responsável de sementes nativas. Com isso, os resultados das ações do Instituto Terra têm sido compartilhados com a sociedade, reafirmando a importância da restauração ecossistêmica da Mata Atlântica e o papel de cada um na proteção da biodiversidade.
Hoje, infelizmente, uma das maiores dificuldades do Instituto Terra é a coleta de sementes para diversificar a floresta, porque grande parte do bioma foi desmatado. Por isso, essa iniciativa é essencial, pois ela nos permite mostrar às pessoas que uma única semente pode fazer toda a diferença e continuar com a restauração.
Os resultados do projeto têm sido ótimos. Em 2024, o peso coletado de sementes beneficiadas — ou seja, já preparadas para o armazenamento, transporte e uso nos plantios diretos — foi de 546 kg, acima da média registrada no período de 2021 a 2024 (456,4 kg). Ao todo, o time conseguiu recolher 115 espécies em 14 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.
As perspectivas para 2025 são ainda melhores: até maio, o peso das sementes já beneficiadas foi de aproximadamente 453 kg, o que indica que este será o ano com a maior quantidade de sementes coletadas desde 2020. Até o momento, foram reunidas 83 espécies em 15 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.
Esse trabalho tem sido importante para fazer com que a RPPN Fazenda Bulcão siga representando um oásis de vida e uma prova de que é possível reverter o mal que a humanidade fez por tantos anos — restaurando paisagens, conectando corredores ecológicos e renovando a esperança de um futuro mais verde.
Nosso blog é, também, uma extensão desse movimento. Um espaço para semear conhecimento, contar histórias de quem faz a restauração acontecer e inspirar novas pessoas a se unirem a essa causa.
Se você acredita na importância de restaurar a Mata Atlântica e quer fazer parte dessa transformação, considere apoiar o Instituto Terra com uma doação. Cada contribuição ajuda a cultivar novas florestas, formar novos coletores e manter viva a esperança de um futuro mais verde.