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Aimorés, MG - Brasil | 28/04/2017 - Boa tarde!  
   
 
Informações - Mata Atlântica
 
 

Abrangência

A Mata Atlântica original ocupava mais de 1.100.000 Km² do território nacional, estendendo-se do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, com faixa de largura variável, chegando, em alguns pontos, a atravessar as regiões onde hoje estão as fronteiras com a Argentina e o Paraguai. Em toda a sua extensão, abrangia as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco.

Devastação

Atualmente, a Mata Atlântica está reduzida a menos de 8% de sua área original, presente apenas em alguns trechos remanescentes. Essa redução drástica deveu-se aos diferentes ciclos de exploração durante a história brasileira (ouro, cana-de-açúcar e café) e à concentração das maiores cidades e núcleos industriais do país em sua área original. A região foi, tradicionalmente, a principal fonte de recursos agrícolas, sofrendo com a exploração predatória e a ocupação desordenada. Hoje, a área tomada é responsável por quase 70% do PIB nacional, abriga mais de 60% da população brasileira, garantindo o abastecimento de água para mais de 100 milhões de pessoas, e possui as maiores extensões dos solos mais férteis do país.

Biodiversidade

Apesar da devastação acentuada, a Mata Atlântica ainda é considerada como um dos maiores repositórios de biodiversidade do planeta e, por isso, um dos mais importantes e ameaçados biomas do mundo. A riqueza pontual é tão significativa que os dois maiores recordes mundiais de diversidade botânica para plantas lenhosas foram registrados nesse bioma: 454 espécies em um único hectare do sul da Bahia e 476 espécies em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. Esse diversificado conjunto de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, explica-se pelas características climáticas da vasta região.

Flora

Para se ter uma ideia da riqueza do patrimônio genético e paisagístico da Mata Atlântica, basta saber que 55% das espécies arbóreas e 40% das espécies não-arbóreas presentes na região são endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente naquele local. Espécies imponentes de árvores são encontradas no que ainda resta deste bioma, como o jequitibá-rosa, de 40 metros de altura e 4 metros de diâmetro. Também se destacam nesse cenário várias outras espécies: o pinheiro-do-paraná, o cedro, as figueiras, os ipês, a braúna e o pau-brasil, entre muitas outras. Na diversidade da Mata Atlântica, são encontradas matas de altitude, como a Serra do Mar (1.100 metros) e Itatiaia (1.600 metros), onde a neblina é constante.

Fauna

Paralelamente à riqueza vegetal, a fauna é o que mais impressiona na região. 39% dos mamíferos que vivem na Mata Atlântica são encontrados exclusivamente nessa área. Além disso, a maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção é originária da Mata Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Fora dessa lista, também vivem na região gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados, cotias, quatis, entre outros.

Importância

O objetivo do Instituto Terra, bem como dos demais órgãos e associações envolvidos com as políticas de conservação da Mata Atlântica, é garantir uma relação sustentável entre o ser humano e a floresta. No entanto, atingi-lo torna-se cada vez mais difícil, tendo em vista que, atualmente, 108 milhões de habitantes vivem na região e dependem de seus recursos.

A qualidade de vida dessa população deveria depender da Mata Atlântica, provedora de benefícios, diretos e indiretos. A floresta:

· Protege e regula o fluxo dos mananciais hídricos que abastecem as cidades, dentre elas as principais metrópoles brasileiras;

· Controla o clima;

· Abriga rica e enorme biodiversidade;

· Preserva a beleza paisagística;

· Preserva também um patrimônio histórico de valor inestimável, abrigando várias comunidades indígenas, caiçaras, ribeirinhas e quilombolas, que constituem a genuína identidade cultural do Brasil.

 

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