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Aimorés, MG - Brasil | 15/06/2019  
   

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Nota de pesar pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG)
Autor: Comunicação - 26/01/2019

 

Nota de pesar pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG)

Lamentavelmente, após três anos da tragédia de Mariana, recebemos com a mais profunda tristeza a notícia do desastre em Brumadinho (MG) devido ao rompimento de barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale, na última sexta-feira (25). Não podemos deixar de manifestar nossa solidariedade a todas as famílias atingidas.

A tragédia que se repete em Minas Gerais fere profundamente o sentimento de todos nós, sobretudo pelas vidas sacrificadas. Também são inestimáveis os sérios impactos ambientais, sociais e culturais relacionados. Esses impactos são os que afetaram e afetam até hoje milhões de pessoas que vivem na área da bacia do Rio Doce atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, e que agora se replicam atingindo também a área do rio Paraopeba, um dos principais afluentes do rio São Francisco.

Nunca é fácil lidar com uma tragédia. Mas, diante de mais uma, cabe refletir principalmente sobre o que não se aprendeu com o desastre de Mariana. Isso extrapola questões judiciais, indenizatórias, de compensação ou de reparação. Se já sabemos que a natureza impõe o seu próprio tempo, para a vida humana, o tempo é agora.

Minas Gerais conta com centenas de barragens como a de Mariana e a de Brumadinho, que dão vazão à atividade econômica da mineração. Atividade que tanto representa e traz divisas para o País, mas que definitivamente expõe uma ferida que faz sangrar toda a nação.

Não podemos admitir novas tragédias dessa magnitude, em virtude de erros que já deveriam ter sido sanados. É preciso que sejam entendidas as causas, apuradas as responsabilidades e definidas ações em vários níveis, que eliminem este tipo de ameaça. Não podemos esquecer que toda e qualquer atividade, seja extrativa ou de restauração, só faz sentido na perspectiva da biodiversidade na qual o ser humano faz parte.

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