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MEIO AMBIENTE
Instituto Terra apresenta programa que recupera nascentes para equipe do Governo do ES
Autor: Maria Helena Fabriz - 20/01/2015
Notícias

 

A crise hídrica é uma pauta urgente também para o Governo do Espírito Santo, conforme foi demonstrado, na última terça-feira (20), por um grupo de secretários de Estado e diretores de empresas e autarquias da gestão Paulo Hartung, que esteve reunido com representantes do Instituto Terra para conhecer melhor o trabalho realizado pela ONG ambiental na recuperação das nascentes do Rio Doce. "O grande desafio hoje é produzir água", disse o chefe de Gabinete do Governador, Neivaldo Bragato.

No encontro realizado na sede da Secretaria de Estado da Agricultura (SEAG), em Vitória, foi apresentado o programa Olhos D'Água, que embute a meta do Instituto Terra de recuperar e proteger mais de 300 mil nascentes de afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce nos próximos 30 anos, bem como estabelecer um modelo de revitalização dos recursos hídricos que pode ser replicado em outras regiões do Estado e do País.

Por parte do Governo do Espírito Santo, de acordo com a fala dos vários representantes presentes na reunião, a proposta é trabalhar a questão da água de maneira integrada, reunindo esforços de secretarias, empresas, órgãos e autarquias do executivo capixaba no grande desafio que é garantir a oferta hídrica nos próximos anos, para o consumo humano, a indústria e principalmente a agropecuária.

Além de Bragato, participaram da reunião o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), Octaciano Neto; o secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (SEDURB), João Carlos Coser; o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas (SETOP), Paulo Ruy; o diretor presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF), Eduardo Chagas; a diretora presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), Sueli Passoni Tonini; a diretora presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), Letícia Toniato Simões; o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA) Rodrigo Júdice; a diretora presidente da Companhia Espírito Santense de Saneamento (CESAN), Denise Cadete; o diretor de Operação do Interior da Cesan, Carlos Fernando Martinelli; a diretora de Operação Metropolitana da Cesan, Sandra Sily; o subsecretário de Estado de Saneamento e Habitação, João Luiz Paste; a superintendente de Comunicação do Governo, Andréia Lopes; entre outros representantes do Governo do Espírito Santo.

Representando o Instituto Terra estiveram presentes José Armando de Figueiredo Campos, membro do Conselho Diretor; Adonai Lacruz, superintendente Executivo; Gladys Nunes, analista de Educação; e Gilson Gomes, analista de Projetos.

"Não é possível falar em desenvolvimento das atividades industriais, agroindustriais, e nem da geração de energia, se não houver a oferta de água", observou o superintendente Executivo do Instituto Terra, Adonai Lacruz, lembrando que a possibilidade de uma crise hídrica está cada vez mais próxima de se tornar realidade no Vale do Rio Doce, principalmente na porção capixaba.

Projeções que indicavam um déficit hídrico de 5,05 m3/s e 2,14 m3/s nas bacias da Barra Seca e do São José, respectivamente, somente daqui a 30 anos, estão sendo revistas e já se fala em um prazo de 10 anos para esse cenário se comprovar, aumentando os conflitos pelo uso da água e exigindo medidas como racionamento. "A recuperação de nascentes é uma das ações urgentes que podem ajudar a reverter esse quadro e aumentar a produção de água", destaca Adonai.

Com o programa Olhos D'Água, viabilizado a partir da parceria de empresas e outras fundações, o Instituto Terra desde 2010 já promove o resgate de nascentes localizadas em pequenas propriedades rurais da região do Vale do Rio Doce. O programa, inclusive, foi considerado pela ONU uma das melhores práticas em execução no mundo para garantir a oferta de água. "O que estamos propondo agora é aumentar a escala de atuação e fazer mais em menos tempo. Para isso, o apoio da esfera pública envolvida, principalmente dos Governos do Espírito Santo e de Minas Gerais, é de vital importância", explica Lacruz.

 

 
 


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