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CONVÊNIOS
‘Olhos D’Água’ recupera mais 50 nascentes em Colatina
Autor: Maria Helena Fabriz - 10/09/2014

 

Todas as 50 nascentes localizadas na microbacia dos rios São João Grande e São João Pequeno, no distrito de Itapina, em Colatina (ES), hoje estão protegidas e em processo de recuperação. O trabalho foi realizado nos últimos três anos pelo Instituto Terra, a partir de convênio firmado com o Sindicer - Sindicato das Indústrias de Olaria da Região Centro Norte do Estado do Espírito Santo, por meio do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, e com a parceria do Instituto Federal do Espírito Santo - IFES Itapina.

As ações de recuperação de nascentes realizadas em Itapina integram o programa Olhos D'Água, desenvolvido desde 2010 pelo Instituto Terra e que tem como objetivo maior a proteção de todas as nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, estimadas em cerca de 375 mil.   Para a recuperação das áreas de mata ciliar no entorno das 50 nascentes, o Instituto Terra forneceu 30 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, produzidas em seu viveiro localizado na RPPN Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG).  

O projeto realizado em Itapina beneficiou diretamente 29 propriedades rurais, que são as pequenas unidades produtivas onde estão localizadas as 50 nascentes e que estavam em diferentes estágios de degradação quando do início do projeto.  

Conforme prevê a metodologia do programa Olhos D'Água, os 29 produtores que aderiram à iniciativa participaram ativamente da execução do processo de proteção, recebendo assistência técnica e todos os insumos necessários para cercar as nascentes e realizar o plantio de mudas nativas no entorno das mesmas. Além disso, técnicos do Instituto Terra realizaram um estudo georreferenciado sobre as condições ambientais de cada unidade rural atendida.  

O resultado desse estudo é entregue a cada produtor participante, identificando as situações críticas nas diferentes áreas da propriedade atendida, bem como propondo ações para o uso futuro do solo, de acordo com o novo Código Florestal Brasileiro. "Com base nesses levantamentos, é possível, por exemplo, definir quais as áreas da propriedade que podem ser utilizadas para atividades agrícolas e para a criação de gado, e quais as áreas que devem ser designadas para a proteção dos recursos naturais, com especial atenção para as áreas em que as nascentes estão localizadas", explica Adonai Lacruz, superintendente Executivo do Instituto Terra.     

 

 
 


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