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Aimorés, MG - Brasil | 13/12/2018  
   

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NOVA COMISSÃO
Adequação ambiental de propriedades visa ampliar cobertura vegetal no Vale do Rio Doce
Autor: Imprensa - 11/04/2012

 

Adequação ambiental de pequenas propriedades visa ampliar cobertura vegetal no Vale do Rio Doce.

Levantamentos realizados pelo Instituto Terra em 203 propriedades rurais do Vale do Rio Doce apontam que, em média, 31% da área dessas pequenas unidades produtivas exigem ações urgentes de recuperação ambiental, como reflorestamento em Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal.

Os estudos de zoneamento físico-ambiental efetivados de dezembro de 2010 até o momento abrangem 203 propriedades de um total de 240 que serão atendidas pelo projeto “Adequação Ambiental de Propriedades”, desenvolvido pelo Instituto Terra a partir de um convênio com a Fundação Banco do Brasil.

Dos 6.337, 26 hectares já analisados, 1.925,14 hectares foram identificados como passíveis de reflorestamento na região. As propriedades atendidas estão localizadas nos municípios mineiros de Aimorés e Conselheiro Pena, e no município de Colatina, no Espírito Santo.
Além do resultado dos estudos de zoneamento de suas terras, os proprietários rurais atendidos estão recebendo um relatório com propostas para promover a adequação ambiental das unidades produtivas.

E para garantir que o diagnóstico seja efetivo na promoção de melhorias, o Instituto Terra tem mobilizado novos parceiros para efetivar as ações necessárias. Dessa forma, estão em curso o reflorestamento em 90 hectares e a recuperação de 100 nascentes, dentro da área de abrangência do Projeto.

“Sabemos que para os pequenos produtores é difícil implementar os ajustes necessários, até mesmo pela falta de recursos financeiros. Por isso, buscamos apoio junto a outros parceiros, para viabilizar essa adequação nas pequenas propriedades e assim promover o aumento da cobertura vegetal no Vale do Rio Doce”, afirma Adonai Lacruz, superintende Executivo do Instituto Terra.

Neste primeiro momento, os recursos utilizados para essa adequação são provenientes de passivos ambientais de empresas que atuam na região, tendo os repasses garantidos através de convênios celebrados com o Ministério Público Federal (Procuradoria de Governador Valadares), e o Sindicato das Olarias do Norte do Espírito Santo (Sindicer).

“Com a garantia dos recursos, tornamos as ações efetivas, com base nos projetos técnicos já elaborados para as propriedades, observando nossa metodologia de recuperação florestal”, explica Lacruz, acrescentando que os insumos utilizados para proteção das nascentes (como mourões, arame, grampos e balancinhos) são fornecidos gratuitamente aos produtores, que se comprometem a fornecer a mão-de-obra para a execução das cercas.

No Município de Colatina, o Instituto Terra conta com o apoio de vários parceiros na mobilização e identificação dos proprietários - Incaper, Secretaria Municipal de Agricultura, agência local do Banco do Brasil, Superintendência do Banco Brasil no Espírito Santo e a Associação de Produtores do Córrego São João Pequeno. Em Conselheiro Pena, os parceiros são Superintendência do Banco do Brasil em Minas Gerais, agência local do Banco do Brasil, CIAAT – Centro de Informação e Assessoria Técnica de Governador Valadares-MG e Prefeitura Municipal de Conselheiro Pena.



Mobilização de produtores rurais para proteção de nascentes.
Foto – Arquivo Instituto Terra

 

 
 


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