DIGITE SEU EMAIL E RECEBA NOTÍCIAS
     
 
Aimorés, MG - Brasil | 12/12/2018 - Bom dia!  
   

Busca:

MEIO AMBIENTE
Instituto Terra avança na recuperação da Reserva de Itapina.
Autor: Comunicação - 27/09/2011

 

Instituto Terra avança na recuperação da Reserva de Itapina

Mais uma importante etapa para a proteção e recuperação florestal da Reserva Ecológica de Itapina, em Colatina-ES, foi concluída pelo Instituto Terra no mês de agosto de 2011. A proteção da área foi efetivada com a construção da cerca e do aceiro num perímetro de 5.000 metros lineares – envolvendo toda a unidade de conservação municipal do bioma Mata Atlântica –; foi concluído o replantio de mudas nativas em mais 20 hectares da reserva, e realizada a manutenção no total de 50 hectares da área. Todos esses resultados são fruto de uma parceria estabelecida entre o Instituto, a Prefeitura Municipal de Colatina e o Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental - Sanear.

Foco de diversos projetos de restauração florestal desenvolvidos pelo Instituto Terra, a Reserva de Itapina até então contava com frações de cerca ao seu redor em condições precárias, não mais suportando os agentes externos de degradação. A nova cerca de arame farpado e o aceiro proporcionam uma segurança quanto à entrada de caçadores e animais (cavalos, bois), provenientes das propriedades rurais estabelecidos no entorno da reserva, bem como de fogo das propriedades vizinhas que fazem uso de queimadas.

Reflorestamento – Já no plantio dos 20 hectares previsto pela parceria, foram utilizadas 54.488 mudas, integralmente produzidas pelo viveiro de nativas do Instituto Terra, que tem capacidade para produzir 1 milhão de mudas por ano. Após a roçada, preparo do solo e controle de formigas, o plantio foi realizado considerando-se os diferentes grupos ecológicos das espécies.

Das espécies do grupo funcional “preenchimento”, foram usadas as que apresentam rápido crescimento, são altamente exigentes em luz na fase inicial e que promovem uma cobertura acentuada da área em termos de projeção da copa, além de apresentar ciclo de vida curto (no máximo 20 anos). Do grupo funcional “diversidade”, foram plantadas mudas de todas as outras espécies, para garantir a maior diversidade possível.

“A parceria público-privada, entre uma ONG ambientalista (Instituto Terra) e no caso a Prefeitura Municipal de Colatina e o SANEAR, visando reunir esforços na proteção ecossistêmica de uma unidade de conservação, em especial da Reserva Ecológica de Itapina, se mostrou uma experiência exitosa”, destacou o Analista Ambiental Sênior do Instituto Terra, Jaeder Lopes Vieira, explicando que a Reserva foi anteriormente fruto de uma exploração predatória, o que causou uma degradação acentuada, com a perda de nutrientes, da cobertura vegetal existente e marcadamente de solo.

Segundo Jaeder, o compromisso do Instituto Terra de recuperar a área na sua totalidade, tanto nos aspectos da cobertura florestal como também na recuperação de algumas funções ecológicas do ambiente – tais como a melhoria das condições dos recursos hídricos, do solo e da mastofauna e avifauna – demandou e continuará demandando esforços. “A cobertura vegetal implantada anteriormente numa parceria com a Samarco Mineração, mesmo que efetiva exigirá novas intervenções em alguns trechos mais declivosos e erodidos, para garantir a continuidade dos processos de recuperação da mesma. Dessa forma, a manutenção da área exigirá um tempo maior do que havíamos previsto”, confirma.

Ou seja, após a conclusão do plantio em 20 hectares, os 105 ha da Reserva deverão continuar recebendo os tratos culturais necessários ao seu pleno desenvolvimento, considerando ainda que os plantios e replantios realizados até o momento se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento, com crescimento vegetativo diverso.

Histórico - A Reserva Ecológica de Itapina foi adquirida pelo município de Colatina com recursos próprios, sendo que significativa porção da mesma encontrava-se degradada, necessitando ser reflorestada - daí a necessidade urgente de ações de proteção e recuperação nesta área, que é de grande interesse ecológico para a região.

Desde 2007, o Instituto Terra tem mobilizado importantes parceiros visando à recuperação da área da reserva. As ações de reflorestamento e proteção – como construção da cerca e do aceiro e do replantio e manutenção da área, referentes a essa cooperação com a Prefeitura do Município e o Sanear – foi uma etapa suplementar ao início do reflorestamento da Reserva, efetivado com uma parceria junto à empresa Samarco. E, a conclusão desse processo de recuperação florestal deverá ser efetivado até 2014, graças ao projeto aprovado pelo Instituto junto à Iniciativa BNDES Mata Atlântica.

Vale destacar que o Instituto Terra está replicando na Reserva de Itapina todo o conhecimento adquirido na Fazenda Bulcão, sua sede e que foi a primeira RPPN constituída em uma área degradada de Mata Atlântica no país, tendo como compromisso promover um processo de recuperação ambiental associado a atividades educacionais e tendo como proposta criar um modelo de reflorestamento que pode ser replicado em propriedades no Vale do Rio Doce e outras regiões da Mata Atlântica.

Como em tantas outras propriedades do Vale do Rio Doce, onde predominam as fazendas de pequeno porte, baseadas no trabalho familiar e dedicadas à criação extensiva de gado, também na Fazenda Bulcão o solo e a água estavam exauridos, como resultado de um século de exploração extrativista e desmatamento. A idéia, desde o início foi desenvolver um projeto ambientalmente sustentável, que servisse de modelo e estímulo para os produtores da região. Para realizar esses objetivos, em abril de 1998, foi fundado o Instituto Terra.

Desde então, o Instituto já soma mais de 55 milhões de metros quadrados de áreas degradadas em processo de recuperação no Vale do Rio Doce (somando os 608,69 hectares da RPPN Fazenda Bulcão, quase que integralmente reflorestada), além da produção e plantio de mais de 3 milhões de mudas de espécies de Mata Atlântica. Um trabalho de recuperação florestal que soma como conseqüências diretas o aumento da biodiversidade local, possibilitando alternativas de abrigo e alimentação para a fauna da região, assim como a melhoria dos recursos hídricos da região.

 

 
 


Todos os direitos reservados
www.institutoterra.org