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PROJETOS
Instituto Terra e illycaffè desenvolvem modelos de conservação de APPs e RLs
Autor: Comunicação - 17/03/2011

 

Instituto Terra e illycaffè desenvolvem modelo para produtores de café estabelecerem e conservarem APPs e RLs em suas propriedades

O Instituto Terra está desenvolvendo um modelo para a recuperação e manutenção florestal de áreas de proteção em propriedades rurais pertencentes aos fornecedores brasileiros da illycaffè. Essa experiência foi apresentada na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, durante o seminário “Criando Valor a partir do Conhecimento e da Sustentabilidade - 20º Prêmio Ernesto illy de Qualidade do Café para Espresso”, uma realização da Universidade do Café Brasil no dia 18 de março.

Apresentou o case pelo Instituto Terra, José Armando Figueiredo Campos, membro de Conselho Diretor. Também participaram do evento Adonai Lacruz, superintendente Executivo do Instituto Terra, e Andrea Illy, presidente da Illycaffè, que encerrou os debates do dia.

Desde 2008 o Instituto Terra vem desenvolvendo um projeto ambiental em parceria com illycaffè, que contempla propriedades rurais de fornecedores de café da empresa no Brasil. Essas propriedades participam do projeto piloto, previsto para ser concluído em 2012.

Em seu objetivo final, o projeto tem como meta viabilizar o estabelecimento e/ou a conservação das Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reservas Legais dentro dessas propriedades rurais. Além disso, com o estímulo à adoção de práticas agroecológicas de produção, visa permitir que os grãos brasileiros utilizados para a produção do famoso "espresso" da illy possam, em safras futuras, ostentar o selo de produto que respeita o meio ambiente.

Até o momento, já foram desenvolvidos os estudos das condições climáticas da região onde as propriedades se concentram, e determinadas as espécies florestais ideais para reflorestamento em cada área. Em São Paulo, foram contempladas as regiões de Alta Mogiana e Baixa Mogiana, e em Minas Gerais, o Sul de Minas e a Zona da Mata Mineira. Estabelecidas as diretrizes iniciais de plantio, cinco propriedades estão implementando o projeto-piloto, que após validado, servirá de modelo para os demais produtores.

O projeto terá, ainda, como produto final dessa experiência de campo, a edição de uma cartilha, que servirá para orientação dos produtores, determinando não somente as melhores espécies para reflorestamento das Reservas Legais e Áreas de Proteção Perman ente das propriedades, bem como informando os demais procedimentos para plantio e conservação.

“Trata-se de uma iniciativa importante pelo aspecto da adequação ambiental das propriedades, e consequente conservação dos recursos hídricos. Além disso, a cartilha resultante desse estudo experimental vai indicar as espécies nativas de Mata Atlântica mais indicadas para processos de restauração ecossistêmica em cada uma das regiões. Literatura que suprirá uma importante lacuna, pois não foram identificados, até o momento, estudos técnicos para essas regiões”, avalia Adonai Lacruz, superintendente do Instituto Terra. Informações sobre o seminário no site www.unilly.com.br.

 

 
 


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